Decifra a ti mesmo ou devoro-te

Auto-conhecimento é a base para o homem manter-se integrado.

Decifra a ti mesmo ou devoro-te

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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2009

27.06.09

Instinto de Vida(Jung)

Quando Jung escreve sobre o instinto de vida, está necessariamente falando também sobre o INSTINTO DE MORTE. Isto porque seu interesse estava no modo como forças progressivas e regressivas se misturam na PSIQUE. Por exemplo, símbolos e imagens de morte podem ser compreendidos em termos de sua significação e sentido para a vida, ao passo que experiências e solicitações de vida necessitam ser compreendidas em seus aspectos relacionados com a morte. A vida vista como uma preparação para a morte, a morte como integrante da vida, resume sua perspectiva .

O uso de Jung do termo “instinto de vida” não é tão preciso quanto o de Freud. Enfatiza pouco a tensão entre os instintos autopreservativos e a sexualidade. (O “instinto de vida” de Jung lembra mais o “Eros” de Freud – isto é, uma observação mais abrangente da tendência do homem de reunião, consolidação, unidade e daí, progresso.). Entretanto, as referências de Jung ao instinto de vida relacionam-se mais com uma ENERGIA geral de vida, um élan vital ou animação. Contudo, isso provoca um problema conceitual; pois, se a energia é equiparada ao instinto de vida, mas ao mesmo tempo alimenta o instinto de morte, então a conclusão teria de ser que o instinto de vida é que abastece o instinto de morte. O dualismo seria substituído por um modelo em que o instinto de vida é primário. Para evitar isso, Jung normalmente retornava à idéia da energia como neutra, servindo indiferentemente aos instintos de vida e de morte – e ambos os instintos então são vistos servindo à psique e/ ou ao homem

Esquizofrenia(Jung)

Desde seus tempos de estudante, Jung era interessado na esquizofrenia (então conhecida como dementia praecox) . À medida que desenvolvia seu conceito do inconsciente coletivo e a teoria dos arquétipos, foi-se convencendo de que a psicose em geral e a esquizofrenia em particular poderiam ser explicadas como (a) uma dominação do EGO pelos conteúdos do inconsciente coletivo e (b) a dominação da personalidade por um COMPLEXO ou complexos dissociados ( ARQUÉTIPO; INCONSCIENTE).

A implicação básica disso era que uma forma de expressão e comportamento esquizofrênicos poderiam ser significativos, desde que fosse possível descobrir aquilo que significavam. Foi onde a técnica da ASSOCIAÇÃO foi usada pela primeira vez e, posteriormente, a AMPLIFICAÇÃO como um método de ver o material clínico num contexto de motivos culturais e religiosos. Isso levou, firme e decisivamente, ao rompimento com Freud, que ocorreu com a publicação de Symbols of Transformation (Símbolos da Transformação), uma análise mediante associação e amplificação do prelúdio de um caso de esquizofrenia (CW 5).

Mas, e quanto à origem da esquizofrenia? A evolução do pensamento de Jung revela sua incerteza. Ele está seguro de que a esquizofrenia é um distúrbio psicossomático, de que mudanças na química do corpo e distorções da personalidade estão de alguma forma interligadas. A questão era saber quais destas deveriam ser consideradas primárias.

O chefe de Jung, Bleuler, pensava que algum tipo de toxina ou veneno era desenvolvido pelo corpo, que então acarretava um distúrbio psicológico . A contribuição básica de Jung foi reavaliar a importância da PSIQUE o suficiente para inverter os elementos: a atividade psicológica pode levar a mudanças somáticas (CW 3, parág. 318). Porém, Jung tentou combinar suas idéias com as de Bleuler, mediante o uso de uma engenhosa fórmula. Conquanto a misteriosa toxina pudesse existir perfeitamente em todos nós, somente teria seu efeito devastador se circunstâncias psicológicas fossem favoráveis para isso. Alternativamente, uma pessoa poderia ser geneticamente predisposta a desenvolver a toxina e este fator estaria ligado inevitavelmente a um ou mais complexos.

Afirmar que a esquizofrenia poderia ser qualquer coisa diferente de uma anormalidade neurológica inata era, em seu tempo, revolucionário. Postular uma causa psicogênica em uma estrutura psicossomática geral (posição final de Jung, CW 3, parág. 553 e segs.) possibilitou-lhe propor tratamento psicológico (PSICOTERAPIA) como apropriado. A decodificação da comunicação esquizofrênica e tratamento em um milieu terapêutico formam linhas centrais na abordagem existencial-analítica desenvolvida por Binswanger (1945), Laing (1967) e, até certo ponto, são detectáveis nas tendências psiquiátricas contemporâneas.

Uma abordagem contemporânea e controvertida da esquizofrenia é a idéia de que a esquizofrenia não é realmente uma doença, mas, antes, uma medida daquilo que nossa sociedade considera normal e tolerável. Daí, como sugerem psiquiatras que se opõem à psiquiatria convencional, não é nada mais que uma classificação psiquiátrica: o mapa não é o território (cf. Szasz, 1962). O pensamento de Jung não vai tão longe assim, porém ele sublinhava que a “psicose latente” era muito mais prevalente do que em geral se admite e que o “normal” jamais é um termo suficientemente descritivo de um indivíduo. Uma nova discriminação, também sintônica com a opinião contemporânea, é que uma aparente falência nervosa de fato poderia ser uma forma de falência das defesas, um prelúdio iniciatório necessário para um novo desenvolvimento.

A experiência clínica de Jung com a esquizofrenia parece ter sido, principalmente, com sua forma “produtiva” (delírios, graves perturbações de pensamento, idéias de referência, etc.). Ele não escreve muita coisa sobre o característico “embotamento afetivo” esquizofrênico, tão marcante, hoje, em hospitais psiquiátricos. Sabe-se que as doenças mentais mudam de características de acordo com as transformações culturais – é uma razão por que sua existência é contestada. Por exemplo, o predomínio de paralisias histéricas na Alemanha e na Áustria durante os anos de 1890 podia ter algo a ver com a introdução de esquemas de seguro para acidentes ferroviários naquela época.

Uma fuga esquizofrênica pode ser considerada uma reação à ausência de significado e alienação da sociedade industrial moderna e, em particular, à experiência de uma extrema privação psicológica conseqüente à pobreza. Em circunstâncias socialmente empobrecidas, o esforço exigido para se manter vigilância sobre o inconsciente, por assim dizer, significa que qualquer espécie de emoção é reprimida ou dissociada da personalidade. O elemento de depressão em tal “psicose situacional aguda” também é algo não explorado por Jung. Aqui, precisamos lê-lo como um homem de seu tempo.

Diversos psicólogos analíticos (por exemplo, Perry, 1962; Redfearn, 1978) aplicaram referencial teórico desenvolvimentista à esquizofrenia. Os conteúdos da mente esquizofrênica permanecem arquetípicos em virtude da falha da mãe em ser mediadora deles para seu bebê – isto é, em reduzi-lo de algum modo a uma escala humana de modo que possam ser integrados. Eis por que o “embotamento” aparece como uma forma inconsciente de autocontrole. Trabalhar com pacientes esquizofrênicos ou gravemente perturbados requer do analista fazer uso considerável de sua contratransferência.

Psicose(Jung)

Um estado da personalidade em que “alguma coisa” desconhecida assume POSSESSÃO da PSIQUE em um maior ou menor grau e defende sua existência não intimidada pela lógica, persuasão ou VONTADE . O INCONSCIENTE invade, assumindo o controle do EGO consciente, e, uma vez que o inconsciente não tem funções organizadas nem centralizadas, a conseqüência é que existe uma confusão psíquica e um caos psíquico (ver ARQUÉTIPO). Se a estranha linguagem metafórica do inconsciente puder ser comunicada à CONSCIÊNCIA, porém, então, a psicose pode ter um efeito curativo. Quando a ENERGIA reprimida assim liberada pode ser canalizada proveitosamente, a personalidade consciente tem acesso a novas fontes de poder para a regeneração.

Estas idéias, originalmente apresentadas por Jung em 1917, porém reconsideradas e reformulas diversas vezes, representam uma abordagem da psicose da perspectiva da PSICOLOGIA PROFUNDA: e, muito embora, nas décadas recentes, o comportamento psicológico tenha provado ser manejável através da administração de drogas modernas, as condições psíquicas associadas a tais estados não se alteraram. O ataque de psicose pode ser súbito, muito embora a erupção possa ter estado preparando-se durante muito tempo. E, embora uma neurose possa ocultar uma psicose, o material suscitado por uma neurose é, em geral, compreensível em termos humanos ao passo que o da psicose não é. Aqui, uma fantasia incontrolável deixa-se soltar.

No que concerne à etiologia, Jung encontrava dificuldade para dizer que via na predisposição psicológica inata de uma pessoa alguns dos determinantes de sintomas posteriores, porém, não a causa única da psicose ( ESQUIZOFRENIA; PATOLOGIA). Se uma condição psicótica é acessível à psicoterapia, pode-se fazer uma tentativa de fortalecer o ego o bastante para que os conteúdos psíquicos possam ser integrados. Entretanto, se não fosse feita nenhuma elaboração, a opinião de Jung era de que, com toda probabilidade, o processo simbólico permaneceria caótico e fora de controle. Embora muitas vezes seja possível que um observador de fora, analista ou psiquiatra, compreenda formas psicóticas de expressão, o mecanismo compensatório normal da psique fica perturbado de tal modo que se verifica uma enérgica intrusão de imagens inconscientes. Paradoxalmente, o mesmo processo instável da intrusão pelo simbolismo inconsciente ocorre em ocasiões de intensa inspiração criativa e conversão religiosa; mas, em ambos os casos, não existe um continente não-pessoal com força suficiente (obra-de-arte ou RITUAL) para que estabilidade e um senso de propósito possam ser mantidos até que um equilíbrio individual se restabeleça e um SIGNIFICADO se torne aparente.

25.06.09

Curso de Astrologia(módulo I)

Curso que busca revelar os segredos da astrologia, explorando suas bases na natureza psicológica de seus símbolos e na relação entre os signos, as casas e os planetas. Trazendo assim uma ferramenta milenar de autoconhecimento que ajuda a entender as relações humanas. 

 

Inscrições abertas

Julho de 2009

Ínicio:16.07.09

Horário:19:00

Espaço Flor de Lótus

24.06.09

Mulheres q correm com...

 

Recebi por email esse resumo(Mulheres que correm com os Lobos)

1ª Tarefa - A Morte da Mãe Boa Demais....assumir o estar só.......
A mãe boa demais morre. Nasce a nova mulher.Essa nova mulher passa a reagir a novos desafios e começa a atingir um nível mais profundo...Na transição ficamos sós, e o mundo não é nada maternal conosco(é a saída de nossa fase de pré-adolescência para a adolescência- aqui pode não ter havido uma presença suficientemente boa da mãe nos primeiros anos de vida então teremos uma nova iniciação, para podermos restabelecer a nossa intuição. (Essa intuição profunda é quem sabe o que é bom para nós). Deixar de lado os dogmas que tornaram a vida "segura demais" e que impedem os desafios, é preciso começar a colocar metas e assumir riscos, esse será o processo de "aguçar" o Poder Intuitivo. A mãe boa demais sufoca nossa vida e nossos talentos expressivos, tudo acaba indo para a sombra e assim pode-se continuar sendo a "sempre gentil" de nossa psique.

2ª Tarefa - O Fim da natureza Sombria......
Vivenciar aspectos da própria natureza sombria.....aspectos exploradores, ciumentos e rejeitadores da natureza do self. Precisamos incorporar estes aspectos, criarmos o relacionamento bom entre as piores partes de si mesma. Acumular uma tensão entre o que se aprendeu a ser...e....o que se é realmente...e deixar morrer o velho... para que nasça a intuição.
Aspectos indesejáveis pelo ego e que são relegados às trevas, os talentos das mulheres que vão para a sombra.
A obediência ao ego provoca uma descoberta chocante - a de que ser nós mesmas faz com que nos isolemos muito dos outros e .....ceder aos desejos dos outros faz com que nos isolemos de nós mesmas. A mulher que eternamente de adequa ao que a sociedade espera dela.

3ª Tarefa - Navegar nas Trevas........
Podemos nos aventurar e penetrar no lugar da iniciação profunda e começar a experimentar o sentimento de estar imersa no "intuitivo", dar sensibilidade ao incosciente misterioso, deixar que ele guie e direcione, passar a confiar "exclusivamente" no sentido interior. Assim aprendendo o caminho de volta para casa da "mãe selvagem".
Deixar morrer a mocinha frágil e ingênua e aprendermos a transferir o poder para a intuição.
A intuição...precisa ser nutrida..é a boneca , simbolo do numinoso que está sufocado nos seres humanos, símbolo do self original, relacionado às fadas, duendes.... a boneca.... representa o interior das mulheres - é o talismã...... para lembrar a pessoa de "sua própria força". A intuição é transmitida de pai para filho da forma mais simples pois ela é a própria voz da alma, é ela quem prevê a direção mais benéfica a seguir, ela muda a diretriz do ...."o que será, será" para ....."Quero ver tudo que há para ser visto". Ela Vê... ouve sons.... fora da capacidade humana. Ela é a consciência...a premunição.....
Ela torna a mulher plena em sua feminilidade e em sua capacidade de movimentar-se com confiança no mundo. A intuição se alimenta de vida, de que vale uma mulher na selva....se ela não pode ouvir ....La que Sabe ...... e nela confiar. Se dizemos - eu sabia que deveria ter seguido a minha intuição....pressentia que devia ter feito isso ou aquilo....mas não dei ouvidos. A intuição é como um músculo que se não usado atrofia. Sentimos que "se eu for "eu" mesma" estarei me afastando dos outros, mas...é essa tensão psíquica que vai criar "alma nova" e promover "as mudanças".
Quando a intuição luta para se expressar, indica a mulher que durante o dia é boazinha e à noite range os dentes. A mulher nesse dilema "fica tentando provar seu valor" (fazendo doutorados, etc) para ver se agora todos a aceitam. Ela é a boa demais e a exigente demais, também a que se submete demais....sem queixas..., aparentando heroísmo. A mulher nesse ponto precisa levar um tranco, um susto ( A Megera) pois não há como crescer sendo saco de pancadas para todos(papel social da mulher).As mulheres estão se entorpecendo porque ficam tentando tornar....invisíveis... seus sentimentos mais profundos.
O superego faz com que a mulher se adeque ao que aquela sociedade espera dela, e isso pode ser positivo ou muito prejudicial. O superego manda agir assim "contrariando" a alma. Se não temos consciência de nosso poder acabamos admitindo essa interferência- p.ex. quando admitimos o "não ser boa nisso", o "ser boa só para coisas simples", e que em resumo - não valemos muito. Assim o "social destrói" a intuição natural do eu e insiste em nos colocar falhas ´para que não percebamos a crueldade que é feita com a nossa psique e com a própria cultura em que vivemos. Assim.....não percebemos o que está oculto.....pois não temos intuição....fomos ensinadas a não expor o oculto para não criar problemas...e a recompensa por ser boazinha (em circunstâncias repressoras(superego) é a de ser mais maltratada.

4ª Tarefa - Encarar a Mulher Selvagem......
Familiarizar-se com o mistério......com a estranheza.....Aprender a encarar um poder enorme nos outros e subsequentemente nosso próprio poder.... Deixar "definhar" a criança frágil em nós...Tirar os excessos de normalidade de nossas vidas.... que vão nos contaminando até que tenhamos uma vida rotineira. Essa situação irá provocar negligência da intuição. O Poder intuitivo precisa passar para as mãos da mulher, este "Poder Selvagem" em nós está nos inúmeros rostos femininos, o que a cultura considera apavorante na psique das mulheres são exatamente as bençãos que nós precisamos resgatar.Na verdade homens e mulheres devem saber que este poder intuitivo existe e que não deve causar espanto o seu uso. Para que um dia o homem conheça verdadeiramente a mulher , esta deverá ensinar-lhe sua "configuração" feminina selvagem.Esse é o trabalho a ser feito no casebre da Baba Yaga, aí tanto melhor...a vida selvagem tem que ser mantida em ordem do que é incomum....místico...da alma. Ao executar as "prendas domésticas" a alma vai avaliar modos de pensar da alma, vai nutrí-la, corrigí-la, organizá-la... A natureza intuitiva estima as situações em um relance....avalia em um átimo, identifica a essência de uma idéia e lhe infunde vitalidade...cozinha idéias cruas...e prepara o alimento para a psique. Os trajes representam a persona, a primeira impressão que o público tem de nós, o que queremos que os outros conheçam em nós e nada mais.Mas a persona não é apenas a máscara atrás da qual a pessoa se esconde, mas uma presença que encobre a personalidade, as vezes essa máscara indica a hierarquia, virtude, caráter ou autoridade. A pesona é a manifestação exterior do comando. Ao lavar as roupas da Mãe Selavgem - Intuição - vamos vendo as costuras da persona. Quantas personas temos? Quantas estão "penduradas" em nosso armário? Que "modelos" e trajes usamos? As roupas da Mãe Selvagem (Yaga) tem suas próprias qualidades de força e resistência.

5ª Tarefa - Servir o não-racional......
As mulheres tem que aceitar as forças selvagens da psique feminina e reconhecer o poder destas forças. Deve limpar...escolher....alimentar...criar energia e idéias.
O que ocorre é que a mulher moderna não participa mais do ciclo da vida -morte- vida, as tarefas que eram das mulheres, o nascimento e a morte.....o lavar e o tecer a roupa....Lavar alguma coisa é um ritual de purificação atemporal, pois as roupas são como nós, que nos desgastamos cada vez mais até que nossas idéias e valores fiquem frouxos com o passar do tempo. A renovação ocorre na água...na redescoberta daquilo que realmente consideramos sagrado.
Lavar a roupa é uma metáfora...é quando separamos...consertamos e renovamos nossas qualidades "pela purificação"....a lavagem das fribras do nosso ser.
A mulher sábia mantém seu ambiente psíquico organizado. Ela consegue isso mantendo a cabeça limpa e o local limpo para seu trabalho....se dedicando...a completar suas idéias e projetos.
Para a maioria das mulheres é "necessário" um tempo por dia para a "contemplação". Abrir um espaço seu.... usando caneta...papel...tintas...conversas...psicanalise...São essas experiência de....mergulho....que trarão a tranformação.
Surge, as vezes, uma dor provocada pelos conhecimentos de determinadas coisas a respeito de nós mesmas e da natureza do mundo, mas os aspectos negativos de nossa psique pode ser reduzidos a cinzas se forem alvo de observação constante. A mulher deve escolher seus amigos e companheiros com prudência, pois tanto um quanto outro podem estar abafando suas paixões. No caso de companheiros costumamos investí-los com o poder de um grande mago, mas um companheiro pode gerar ou destruir nossos vínculos com os ciclos duradouros e idéias. Para a Mulher Selvagem o amigo/companheiro deve ser do tipo que diz - Diga-me qual a sua idéia?? Como vai funcionar??? Um companheiro e amigos que apóiem a criatura que existe em nós. Amigos de alma.
Quando ligadas ao self intuitivo nos perguntamos - Estou com fome de que???? De que sinto falta agora???E a resposta costuma vir Rápido. As vezes teremos que ir a procura do que queremos - não está disponível...nao está no bufê... Isso exige ânimo, determinação e dedicação e as vezes implica em "esperar" o que se quer. Em nenhuma outra atividade isso fica mais nítido do que na escolha de parceiros, eles não podem ser escolhidos no bufê, mas sim ....pelo profundo anseio da alma....Escolher só porque algo está apetitoso, está a nossa frente, à mão, não satisfará o self da alma. É para isso que serve a intuição.... seja a questão séria ou banal a idéia é consultar sempre o self intuitivo. Outra maneira de "reforçar o vínculo" com a intuição é não permitir que nunca, ninguém "reprima" nossas energias de vida, ou seja, nossas opiniões, pensamentos, idéias, valores, conceitos morais, ideais. Não são pessoas externas que devem determinar nossas alterações de ciclos inatos. Cada vez que formos consultar a intuição existirão pelo menos 4 opções: duas que se opõe....a intermediária....e aquela a que se chega após.... uma "contemplação profunda"...... Sem o intuitivo podemos pensar que existe só uma escolha, e com frequência ela é indesejável. E, que temos que sofrer com o assunto e nos submeter e forçarmo-nos a aceitá-lo. O uso frequente da intuição nos dá uma espontaneidade segura, não quer dizer imprudência, nem o falar por falar, sem pensar, o grande segredo é "calar o ego" durante algum tempo.
A mulher selvagem é a que ousa, a que cria e a que destrói, ela é a arte primitiva que forma uma floresta a nossa volta e nos ensina a lidar com a vida a partir desta pespectiva e a seguir seu conhecimento. Todas sabemos quando chegou a hora da vida e a hora da morte.

6ªTarefa - Separar isso daquilo.....
A mulher precisa aprender a discriminar meticulosamente, a separar as coisas umas das outras com o melhor dicernimento, aprender a fazer distinções sutis, a observar o poder do inconsciente e ver como ele funciona, separar o que é vida do que é morte. Sempre que um dilema se apresenta deixar para mais tarde para que "venha" uma boa solução....quando chegar a hora. Ir dormir com a pergunta e acordar com a resposta...Enquanto dormimos o inconsciente coletivo separa materiais e os sonhos tem a orientação simbólica. A mulher também precisa procurar "remédios" para a mente, que relaxem e estimulem, estes são os alimentos da psique. São os cuidados que a natureza selvagem exige. Qualquer coisa que possa acontecer a um jardim pode acontecer à alma e à psique - excesso de água...falta de água...pragas....calor....tempestades...enchentes...invasões....milagres...ressecamento...bençãos...cura...No jardim-plantamos...arrancamos...enterramos...secamos sementes...fazemos a semeadura...protegemos as plantinhas... O jardim é uma prática de meditação...na meditação sabemos se é a hora de alguma coisa morrer, aí somos capazes de infundir energia, sem atrapalhar aquilo que vai morrer.
Para cozinhar a Yaga acende o fogo - a mulher precisa estar disposta a "arder de paixão"....arder com palavras e idéias...
A paixão é que provoca o cozimento e as idéias serão o alimento que foi preparado... Nossa competência está em "vigiar" o fogo, observarmos o cozimento para a nutrição do self selvagem.... As vezes voltamos as costas à panela, ao fogão, esquecemos de acrescentar lenha e mexer. O fogo "exige" atenção pois é fácil deixar que ele se apague.
A Yaga precisa ser alimentada pois vai haver barulho se ela sentir fome. É o cozimento de idéias novas, novos rumos, dedicação à arte e ao trabalho que alimenta a alma selvagem, isso é que nutre a velha mãe selvagem e lhe dá sustento na psique. Sem o fogo tudo ficará crú e aí vem a frustração.

7ª Tarefa - Perguntar sobre os mistérios.....
As mulheres terão que aprender mais a respeito da vida-morte-vida e de seu funcionamento. Ter a capacidade de compreender todos os elementos da natureza selvagem. Essa atitude de deixar morrer ....deixar viver...é muito importante.Trata-se de um ritmo básico natural que as mulheres devem compreender e vivenciar, pois captar este ritmo reduz o medo, pois prevemos o futuro....
A mulher deve captar os ritmos femininos interiores....os ritmos da criatividade... de parir filhos psíquicos...e talvez humanos....ritmos de solidão...de brincadeira....de descanso....de sexualidade....e de caça. Tem que usar à vontade a Visão....a audição...o olfato...o gosto...e ser dona de seu próprio eu. Nestes momentos vai se priorizar o "não superficial". Cada mulher que resgate sua intuição e seus poderes semelhantes ao da Yaga chega a um ponto em que se sente tentatada a se desfazer deles, pois se perguntará - o que adianta saber todas essas coisa? - Esta Luz vê o que vê, fica sempre ali, como uma presença que anda um pouco a sua frente, mantedo-a informada do que vai acontecendo. Quando a pessoa tem essa capacidade de ver e pressentir será preciso fazer algo a respeito do que se vê. Possuir uma intuição e um poder gera "trabalho", seja para o bem, para o equilíbrio ou para que alguma coisa morra. Podemos "ver" aspectos de nós mesmas e dos outros, tanto os deformados como os divinos. Pode-se ver do outro lado da má ação de um coração generoso, um espírito delicado esmagado pelo ódio, pode-se entender muito em vez de apenass sentir "perplexidade". Essa luz pode discriminar camadas distintas da pesonalidade, das intenções e das motivações dos outros. É a "varinha de condão" do conhecimento. É a profunda natureza selvagem. Há horas em que essas informações são dolorosas e insuportáveis, pois sabemos onde se trama a traição, a inveja oculta atrás de um sorriso de carinho. Ela ilumina nossos tesouros e nossas fraquezas, e nesse ponto, às vezes, temos vontade de jogar fora a maldita perspicácia. Mas a intuição não é para ser consultada uma vez e esquecida, ela não é descartável, ela deve ser consultada a cada passo do caminho, quer a mulher tenha que enfrentar um demônio interior, quer seja o de completar uma tarefa no mundo externo. O self da alma habita a catedral óssea da testa.....os olhos são as janelas...a boca a porta... e os ouvidos são como os ventos.... Quando a julher chega a este ponto ela consegue largar a proteção da mãe boa demais interior, aprende a esperar a adversidade no mundo externo e a lidar com ela num estilo forte em vez de complexo. Neste ponto conseguimos suportar o rosto da Megera que é um aspecto da própria natureza da Mulher Selvagem. Nada mais de estou com medo, aqui há o conhecimento da selvagem força feminina, já aprendemos a discriminar, a separar o pensamento dos sentimentos. Com o talento adquirido da Yaga a mulher não precisa mais sentir falta de confiança ou de potência.
O negro é a cor que contém uma promessa de que você logo irá saber algo que antes não sabia.
O vermelho é a cor do sacrifício, da fúria, de matar e ser morto. Também é a cor da vida, vibrante, da emoção, da excitação, de eros e do desejo, é a promessa de que algo está por nascer.
O Branco é a cor do novo, do puro, do imaculado. É também a cor da alma livre do corpo, da nutrição, do leite materno. Por outro lado é acor dos mortos, daquilo que perdeu seu tom rosado. É a promessa que de que tudo pode recomeçar de novo.....As cores são poderosos medicamentos para as enfermidades psiquicas..... Os poderes intuitivos emanam tanto do lado humano quanto do lado espiritual da psique.

8ª Tarefa - De pé nas quatro patas.......
A mulher deve assumir seu poder imenso de "ver" e de afetar os outros com sua "visão". A Yaga sabe que seu mundo é o subterrâneo da psique e o lugar da mãe-boa-demais é o mundo da superfície. Embora a doçura tenha condição de se adaptar ao mundo selvagem, o mundo selvagem não consegue ficar muito tempo restrito aos limites da doçura. Quando a mulher integra este aspecto da Yaga ela deixa de aceitar sem questionamento cada sugestão...cada farpa...qualquer coisa que lhe apareça pela frente. Para conquistar um distanciamento da mãe-boa-demais a mulher aprende não só a olhar, mas "fixar os olhos" e "vigiar com atenção", e cada vez mais a não ter paciência com gente enfadonha.
A falta de intuição.... a falta de sensibilidade.... para com os ciclos, ou a negação a seguir o seu próprio conhecimento dão origem à escolhas que acabam see revelando infelizes e até mesmo desastrosas. O contato com a Mulher Selvagem faz ver o que está por trás ou por baixo das motivações...idéias...atos...e palavras dos outros. Se a psique instintiva disser: Cuidado! A mulher deve prestar atenção.