Decifra a ti mesmo ou devoro-te

Auto-conhecimento é a base para o homem manter-se integrado.

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Terra Blog

Categoria: Saúde e Alimentação

19.07.09

Rosas,Lavanda e Hibiscos

 

Algumas guardam a exuberância tropical, como o hibisco, e outras se destacam pela singeleza, como a lavanda. E há as que atraem o olhar por sua majestade: as rosas. As flores são, sem dúvida, uma das formas com que a natureza expressa todo o seu poder de sedução. Mas, repare, com elas não vêm apenas encantos e aromas. Muitas vezes, os melhores cremes, óleos e tônicos contêm, embora você nem perceba, ativos poderosos extraídos dessas plantas.

São antioxidantes, antiinflamatórios, vitaminas e ácidos que nutrem, protegem, acalmam e regeneram a pele. Essas propriedades terapêuticas ficam mais conhecidas à medida que a pesquisa se intensifica. Descobriuse, por exemplo, que o hibisco contém alfa-hidroxiácidos, importantes no combate aos radicais livres, os vilões do envelhecimento. O poder regenerante da lavanda já é conhecido há mais tempo. Desde que o perfumista francês Renée Gautefossé queimou as mãos e, num ato reflexo, as mergulhou na única coisa líquida que estava próxima: um balde de óleo de lavanda.

De modo empírico, são constatados os benefícios do uso das flores no alívio do corpo e da alma desde a Antiguidade. Foi na Grécia que surgiu o primeiro spa com tratamentos baseados em banhos e máscaras de ervas e pétalas de flores capazes de perfumar, embelezar, rejuvenescer e amenizar sintomas e dores.

“No perfume suave, na eficácia dos cosméticos ou na manifestação de carinho ao fazê-las presentes, as flores dispensam elogios, falam por si. Esbanjam virtudes”, diz Maly Caran, estudiosa e pesquisadora das ervas, que vive em São Francisco Xavier, no interior paulista.

 

Rosa
“Suas pétalas têm ação terapêutica por possuir flavonóides, que são substâncias com propriedades antiinflamatórias, adstringentes, antioxidantes e protetoras das paredes dos vasos sanguíneos”, explica Glauco Machado Bueno, biólogo especialista em plantas medicinais, que trabalha no Hotel Ponto de Luz, em Joanópolis, SP. “Ainda têm ação antialérgica, antibacteriana, regeneradora celular, tônica, hidratante e calmante”, complementa Maly. Suas partes utilizadas são as folhas, flores e seu óleo essencial. Este, precioso, já que é necessário de 2,8 mil a 6 mil kg de rosas para obter 1 kg de óleo essencial. Daí o alto preço dele, que pode chegar a 875 reais por 5 ml. “A rosa é indicada para a pele seca e madura. Ela ajuda a regenerar a pele enrugada, pois promove uma hidratação profunda em forma de loções, cremes e compressas. Nos banhos, serve para revitalizar e tonificar o corpo, além de aliviar irritações”, diz a conhecedora de flores e ervas.

Lavanda
“Rica em óleo essencial, que contém acetato de linalila, saponina e taninos, relacionados às ações antiinflamatórias e adstringentes, a lavanda é usada em tratamentos contra acne e afecções cutâneas”, conta Ana Elisa Koloszuk, coordenadora de desenvolvimento de produtos da Weleda. Segundo explica o biólogo Glauco Machado Bueno, ao inalarmos o aroma de seu óleo essencial, o hipotálamo envia uma mensagem à supra-renal, sinalizando a diminuição da síntese de cortisol, o hormônio do estresse, por isso é considerada tão relaxante. A ação calmante também é explorada na cosmética em óleos de massagem, de banho e produtos faciais. Indicada para peles mistas e oleosas, a lavanda pode ser usada em vaporizações. Uma dica de Maly Caran é pingar algumas gotas desse óleo essencial num borrifador com água filtrada. “Ajuda a limpar e refrescar”, diz. Outros bons usos: misturado ao óleo vegetal de sementes de uva durante a drenagem linfática e para aliviar a coceira e o inchaço provocados por picada de insetos, justamente pela sua ação antiinflamatória. Dez mililitros de óleo essencial de lavanda saem, em média, 34 reais.

Hibisco
Há vários tipos desta flor, a maioria originária da Ásia. Com uso medicinal, temos o Hibiscus abelmoscus e o sabdariffa. “Ambos com propriedades laxantes, adstringentes e sedativas suaves. O Hibiscus sabdariffa, em forma de chá, é usado popularmente como diurético, digestivo e para abaixar febres”, diz Glauco Machado, especialista em plantas medicinais. Suas folhas trazem proteínas, fibras, cálcio, ferro, carotenos e vitamina C. Mas é da flor do hibisco que vem o extrato glicólico, que contém alfa-hidroxiácidos (ácido málico, oxálico, cítrico e tartárico) com ação anti-radicais livres e hidratantes, usados em alguns cosméticos, como cremes faciais e tônicos.

Para você saber: há hibiscos ornamentais, como os que você vê na foto da página ao lado. Nesse caso, as espécies mais conhecidas são o aurora (Hibiscus mutabilis), o comum (Hibiscus rosa-sinensis), o da Síria (Hibiscus syriacus) e o mimo-de- Vênus (Hibiscus arboreus), originário do México.

 

Receita para clarear a pele

• 2 colheres (de chá) de amêndoas moídas (têm ação emoliente)
• 1 colher (de chá) de água de rosas (regeneradora)
• 1/2 colher (de chá) de mel (amacia, tonifica, nutre e melhora a textura da pele)

Modo de preparo
Misture os ingredientes até adquirir consistência. Aplique no rosto uma camada fina e deixe secar. Enxágüe com água destilada.

Sais de banho

• 1 xícara de sal grosso (desintoxicante)
• 3 colheres (de sopa) de flores de lavanda
• 5 gotas de óleo essencial de lavanda

Modo de preparo
Coloque os ingredientes em um pote de vidro para armazenar. Na hora do banho, use 3 colheres do preparo dentro de um saquinho de pano para mergulhar na banheira.

Mistura para tirar o inchaço do rosto

• 4 flores grandes de hibisco
• 1/2 colher (de sopa) de aveia em pó (a aveia alivia inflamações e acalma a pele)
• 10 ml de água mineral
• 1/2 colher (de sopa) de mel (nutre e amacia, tem propriedades antioxidantes)

Modo de preparo
Amasse as flores de hibisco, acrescente a aveia, a água e o mel e misture até ganhar consistência. Lave o rosto e aplique a máscara durante 10 minutos. Para retirar, enxágüe com água morna.

Fonte:Bons Fluídos









27.06.09

Esquizofrenia(Jung)

Desde seus tempos de estudante, Jung era interessado na esquizofrenia (então conhecida como dementia praecox) . À medida que desenvolvia seu conceito do inconsciente coletivo e a teoria dos arquétipos, foi-se convencendo de que a psicose em geral e a esquizofrenia em particular poderiam ser explicadas como (a) uma dominação do EGO pelos conteúdos do inconsciente coletivo e (b) a dominação da personalidade por um COMPLEXO ou complexos dissociados ( ARQUÉTIPO; INCONSCIENTE).

A implicação básica disso era que uma forma de expressão e comportamento esquizofrênicos poderiam ser significativos, desde que fosse possível descobrir aquilo que significavam. Foi onde a técnica da ASSOCIAÇÃO foi usada pela primeira vez e, posteriormente, a AMPLIFICAÇÃO como um método de ver o material clínico num contexto de motivos culturais e religiosos. Isso levou, firme e decisivamente, ao rompimento com Freud, que ocorreu com a publicação de Symbols of Transformation (Símbolos da Transformação), uma análise mediante associação e amplificação do prelúdio de um caso de esquizofrenia (CW 5).

Mas, e quanto à origem da esquizofrenia? A evolução do pensamento de Jung revela sua incerteza. Ele está seguro de que a esquizofrenia é um distúrbio psicossomático, de que mudanças na química do corpo e distorções da personalidade estão de alguma forma interligadas. A questão era saber quais destas deveriam ser consideradas primárias.

O chefe de Jung, Bleuler, pensava que algum tipo de toxina ou veneno era desenvolvido pelo corpo, que então acarretava um distúrbio psicológico . A contribuição básica de Jung foi reavaliar a importância da PSIQUE o suficiente para inverter os elementos: a atividade psicológica pode levar a mudanças somáticas (CW 3, parág. 318). Porém, Jung tentou combinar suas idéias com as de Bleuler, mediante o uso de uma engenhosa fórmula. Conquanto a misteriosa toxina pudesse existir perfeitamente em todos nós, somente teria seu efeito devastador se circunstâncias psicológicas fossem favoráveis para isso. Alternativamente, uma pessoa poderia ser geneticamente predisposta a desenvolver a toxina e este fator estaria ligado inevitavelmente a um ou mais complexos.

Afirmar que a esquizofrenia poderia ser qualquer coisa diferente de uma anormalidade neurológica inata era, em seu tempo, revolucionário. Postular uma causa psicogênica em uma estrutura psicossomática geral (posição final de Jung, CW 3, parág. 553 e segs.) possibilitou-lhe propor tratamento psicológico (PSICOTERAPIA) como apropriado. A decodificação da comunicação esquizofrênica e tratamento em um milieu terapêutico formam linhas centrais na abordagem existencial-analítica desenvolvida por Binswanger (1945), Laing (1967) e, até certo ponto, são detectáveis nas tendências psiquiátricas contemporâneas.

Uma abordagem contemporânea e controvertida da esquizofrenia é a idéia de que a esquizofrenia não é realmente uma doença, mas, antes, uma medida daquilo que nossa sociedade considera normal e tolerável. Daí, como sugerem psiquiatras que se opõem à psiquiatria convencional, não é nada mais que uma classificação psiquiátrica: o mapa não é o território (cf. Szasz, 1962). O pensamento de Jung não vai tão longe assim, porém ele sublinhava que a “psicose latente” era muito mais prevalente do que em geral se admite e que o “normal” jamais é um termo suficientemente descritivo de um indivíduo. Uma nova discriminação, também sintônica com a opinião contemporânea, é que uma aparente falência nervosa de fato poderia ser uma forma de falência das defesas, um prelúdio iniciatório necessário para um novo desenvolvimento.

A experiência clínica de Jung com a esquizofrenia parece ter sido, principalmente, com sua forma “produtiva” (delírios, graves perturbações de pensamento, idéias de referência, etc.). Ele não escreve muita coisa sobre o característico “embotamento afetivo” esquizofrênico, tão marcante, hoje, em hospitais psiquiátricos. Sabe-se que as doenças mentais mudam de características de acordo com as transformações culturais – é uma razão por que sua existência é contestada. Por exemplo, o predomínio de paralisias histéricas na Alemanha e na Áustria durante os anos de 1890 podia ter algo a ver com a introdução de esquemas de seguro para acidentes ferroviários naquela época.

Uma fuga esquizofrênica pode ser considerada uma reação à ausência de significado e alienação da sociedade industrial moderna e, em particular, à experiência de uma extrema privação psicológica conseqüente à pobreza. Em circunstâncias socialmente empobrecidas, o esforço exigido para se manter vigilância sobre o inconsciente, por assim dizer, significa que qualquer espécie de emoção é reprimida ou dissociada da personalidade. O elemento de depressão em tal “psicose situacional aguda” também é algo não explorado por Jung. Aqui, precisamos lê-lo como um homem de seu tempo.

Diversos psicólogos analíticos (por exemplo, Perry, 1962; Redfearn, 1978) aplicaram referencial teórico desenvolvimentista à esquizofrenia. Os conteúdos da mente esquizofrênica permanecem arquetípicos em virtude da falha da mãe em ser mediadora deles para seu bebê – isto é, em reduzi-lo de algum modo a uma escala humana de modo que possam ser integrados. Eis por que o “embotamento” aparece como uma forma inconsciente de autocontrole. Trabalhar com pacientes esquizofrênicos ou gravemente perturbados requer do analista fazer uso considerável de sua contratransferência.

Psicose(Jung)

Um estado da personalidade em que “alguma coisa” desconhecida assume POSSESSÃO da PSIQUE em um maior ou menor grau e defende sua existência não intimidada pela lógica, persuasão ou VONTADE . O INCONSCIENTE invade, assumindo o controle do EGO consciente, e, uma vez que o inconsciente não tem funções organizadas nem centralizadas, a conseqüência é que existe uma confusão psíquica e um caos psíquico (ver ARQUÉTIPO). Se a estranha linguagem metafórica do inconsciente puder ser comunicada à CONSCIÊNCIA, porém, então, a psicose pode ter um efeito curativo. Quando a ENERGIA reprimida assim liberada pode ser canalizada proveitosamente, a personalidade consciente tem acesso a novas fontes de poder para a regeneração.

Estas idéias, originalmente apresentadas por Jung em 1917, porém reconsideradas e reformulas diversas vezes, representam uma abordagem da psicose da perspectiva da PSICOLOGIA PROFUNDA: e, muito embora, nas décadas recentes, o comportamento psicológico tenha provado ser manejável através da administração de drogas modernas, as condições psíquicas associadas a tais estados não se alteraram. O ataque de psicose pode ser súbito, muito embora a erupção possa ter estado preparando-se durante muito tempo. E, embora uma neurose possa ocultar uma psicose, o material suscitado por uma neurose é, em geral, compreensível em termos humanos ao passo que o da psicose não é. Aqui, uma fantasia incontrolável deixa-se soltar.

No que concerne à etiologia, Jung encontrava dificuldade para dizer que via na predisposição psicológica inata de uma pessoa alguns dos determinantes de sintomas posteriores, porém, não a causa única da psicose ( ESQUIZOFRENIA; PATOLOGIA). Se uma condição psicótica é acessível à psicoterapia, pode-se fazer uma tentativa de fortalecer o ego o bastante para que os conteúdos psíquicos possam ser integrados. Entretanto, se não fosse feita nenhuma elaboração, a opinião de Jung era de que, com toda probabilidade, o processo simbólico permaneceria caótico e fora de controle. Embora muitas vezes seja possível que um observador de fora, analista ou psiquiatra, compreenda formas psicóticas de expressão, o mecanismo compensatório normal da psique fica perturbado de tal modo que se verifica uma enérgica intrusão de imagens inconscientes. Paradoxalmente, o mesmo processo instável da intrusão pelo simbolismo inconsciente ocorre em ocasiões de intensa inspiração criativa e conversão religiosa; mas, em ambos os casos, não existe um continente não-pessoal com força suficiente (obra-de-arte ou RITUAL) para que estabilidade e um senso de propósito possam ser mantidos até que um equilíbrio individual se restabeleça e um SIGNIFICADO se torne aparente.

24.06.09

Psicossomática

Psicossomática - a sincronicidade entre alma e corpo. Trechos do Livro a Doença como Símbolo - e A Doença como Linguagem da Alma -
O CORPO é o palco de acontecimentos desconhecidos da alma. A doença é o GRITO da alma agredida. No corpo somatiza-se a nossa tarefa de crescimento e aprendizado. Descobrir a causa primeira é essencial para a convalecença e para a cura. O médico deve analisar o ambiente do paciente para diagnosticar a doença.O paciente deve assumir a responsabilidade pela sua condição para facilitar o trabalho do médico. Devem pensar, sentir e trabalharem em conjunto para que venha a cura. Todos devem descobrir o seu médico "interior" para que se detecte logo o problema e busque-se a solução, até preventivamente. A doença envolve sombra- o que quase sempre - não se quer ver.O sentimento de culpa faz as pessoas ficarem doentes, por isso, a cura, se dará através da conscientização de que não existe culpa, essa é uma imposição da igreja (construida pelos homens) que "vende" a culpa/castigo., impingindo culpa a igreja adquiriu poder, e isso foi internalizado no homem (ocidental) ao longo dos séculos e ele passou a "projetar a culpa" em si, e uns nos outros.Essa necessidade de culpa - enraizada - afeta nossa vida social e contato com as pessoas. Procura-se por toda parte atribuir culpa a alguém tornando a vida difícil e produzindo, ainda, uma culpa a mais, o que vira comércio da culpa que floresce desde a política até os relacionamentos.
Para além de qualquer culpa o que nos cabe é nos desvencilharmos de culpa e assumirmos a responsabilidade de nos desenvolvermos voltando-nos para a Unidade. Quando desistimos desta busca nos deparamos com a doença, pois aí, ficamos irresponsáveis,precisando de cuidados maternais. Nos sentimos fracassados na busca pela Unidade e usamos com álibi, socialmente aceitável, a doença, e só conseguimos a cura, se fizermos o retorno(como a mandala mostra, precisamos voltar ao centro).
E , apesar de tudo isso, ainda nos deparamos com o destino e com a morte. Temos que aprender a superar nosso modelo valorativo ocidental que culmina na atitude de associar a vida ao que é bom e a morte ao que é ruim, nada indica que uma vida seja tanto melhor quanto mais longa for. Se a vida aqui na Terra é uma escola, nada indica que ficar mais tempo na escola tenha a ver com o padrão de excelência. Permanece-se pelo tempo que for necessário e enquanto houver algo para aprender.
O corpo é o nosso mais honesto terapeuta, que nos acompanha passo a passo na vida e registra nossos tropeços e decuidos, com precisão, o que nos falta é dele que podemos extrair e se aprendemos a questioná-lo, ele nos comunica o modo como podemos ajudá-lo para nos tornarmos saudáveis. A palavra pecar em hebraico significa - perder o ponto (hamartanein), isso quer dizer, tudo que se distancia do caminho do meio, é perda do ponto, o ponto está no meio, o que não está no ponto é pecado(erro). Cristo nos indicou a abolição do pecado, então não restará um só erro, mas tão somento erros relativos. A maior parte dos temas do corpo estão relacionados com a alma, toda pessoa é convidada a distinguir por si mesma o que "no seu caso" as sombras encobrem e manifestam como doença. As vezes é mais fácil ver um cisco no olho do próximo do que uma trave em nosso próprio olho, para nosso próprio desenvolvimento é preciso e decisivo que cada trave e cada cisco consigamos extrair.
A doença é a oportunuidade de nos perguntarmos o que nos falta, encontrar o erro, para integrá-lo à alma, esse é o caminho para a cura. Não há cura através da noradrenalina e da cortisona pois não se chegou à raiz do problema, combate-se os sintomas, mas a causa está lá, e o combate, as vezes, reduz a possibilidade de cura. Quando alguém tem medo, usa alopatia, oposta ao medo, e com isso pretenderá curar-se, aí, é necessário adentrar a Unidade. Quando desistimos desta busca nos deparamos com a doença, pois aí, ficamos irresponsáveis,precisando de cuidados maternais. Nos sentimos fracassados na busca pela Unidade e usamos com álibi, socialmente aceitável, a doença, e só conseguimos a cura, se fizermos o retorno(como a mandala mostra, precisamos voltar ao centro).
E , apesar de tudo isso, ainda nos deparamos com o destino e com a morte. Temos que aprender a superar nosso modelo valorativo ocidental que culmina na atitude de associar a vida ao que é bom e a morte ao que é ruim, nada indica que uma vida seja tanto melhor quanto mais longa for. Se a vida aqui na Terra é uma escola, nada indica que ficar mais tempo na escola tenha a ver com o padrão de excelência. Permanece-se pelo tempo que for necessário e enquanto houver algo para aprender.
O corpo é o nosso mais honesto terapeuta, que nos acompanha passo a passo na vida e registra nossos tropeços e decuidos, com precisão, o que nos falta é dele que podemos extrair e se aprendemos a questioná-lo, ele nos comunica o modo como podemos ajudá-lo para nos tornarmos saudáveis. A palavra pecar em hebraico significa - perder o ponto (hamartanein), isso quer dizer, tudo que se distancia do caminho do meio, é perda do ponto, o ponto está no meio, o que não está no ponto é pecado(erro). Cristo nos indicou a abolição do pecado, então não restará um só erro, mas tão somento erros relativos. A maior parte dos temas do corpo estão relacionados com a alma, toda pessoa é convidada a distinguir por si mesma o que "no seu caso" as sombras encobrem e manifestam como doença. As vezes é mais fácil ver um cisco no olho do próximo do que uma trave em nosso próprio olho, para nosso próprio desenvolvimento é preciso e decisivo que cada trave e cada cisco consigamos extrair.
A doença é a oportunuidade de nos perguntarmos o que nos falta, encontrar o erro, para integrá-lo à alma, esse é o caminho para a cura. Não há cura através da noradrenalina e da cortisona pois não se chegou à raiz do problema, combate-se os sintomas, mas a causa está lá, e o combate, as vezes, reduz a possibilidade de cura. Quando alguém tem medo, usa alopatia, oposta ao medo, e com isso pretenderá curar-se, aí, é necessário adentrar a estreiteza do medo. Para curar a raiz a via homeopática é indicada, para que a pessoa "envolva-se" com o mal que padece, porém, se a situação for demais ameaçadora poderá não prescindir da ajuda da medicina tradicional, inclusive a intervenção cirúrgica, mas, sempre observanso-se que tudo é para aprendizado. O desiquilíbrio do corpo é a busca pelo centro da mandala, o caminho do meio, a busca pelo "novo" equilíbrio que o próprio corpo/alma pedem. O caminho mais rápido é a alopatia, o mais lento a homeopatia, que , inclusive, em um primeiro momento poderá agravar a doença, mas ela trará movimento para o próprio corpo, para fora, exigindo "continuidade" no tratamento e a "tomada de consciência" em relação aos sintomas que deram causa a doença. Nos pratos da balança da vida, corpo e alma tem peso semelhante, quando não dominamos uma emoção o corpo entra como substituto e o faz do seu modo (corporal ).
O "restabelecimento" se dará quando se buscar o entendimento sobre o "sintoma" emocional que gerou a doença, ao contrário de socorrer o corpo com tropas estranhas (anti-bióticos), o que precisamos não é de uma "medicina alternativa", mas que os dois campos (alopático e homeopático) encontrem-se e utlizem os métodos para curar as doenças e manter a saúde, muitos remédios alopáticos provêm da natureza (digitalina - coração - extraída das folhas da dedaleira - penicilina - fungos )- esses remédios se usados por longo tempo também provocam efeitos colaterais. Se a consciência "deixa" um órgão, a estrutura abandonada adoence, mesmo quando isso não for intencional, mas essa parte do corpo não está morta, o desiquilíbrio provém de uma parte (emoção) perturbada. Nossas universidades abandonaram a análise do "todo", e a palavra "psicossomática" (corpo/alma) representa a separação destes aspectos quando deveriam ser o Todo, quem se alça a pretensão de cuidar dos dois é rejeitado com frequência. Os critérios para a cura, a crença na cura em si mesma ocorrerá se compreendermos a mensagem de um sintoma, poderemos assim torná-lo supérfluo e fazê-lo desaparecer compreendendo o sentido do sofrimento por trás deste sintoma. Entendimento e aceitação são sempre profícuos. A doença deve ser compreendida "inteiramente" como "caminho".

22.06.09

O que está faltando?


1. DIFICULDADE DE PERDER PESO
O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitamina A
ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.

2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio.
ONDE OBTER: água de côco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes,acelga, coentro e os suplementos.

3. COMPULSÃO A DOCES
O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo
ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre, cenoura +suplementos.

4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA
O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio
ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.

5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos
ONDE OBTER : coalhada, iogurte, missô, yakult e similares

6. MEMÓRIA RUIM
O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol
ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.

7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo
ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.

8. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS
O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno
ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos

9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR
O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, e E e ferro
ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.

10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6
ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite

11. DESÂNIMO, APATIA, TRISTEZA, RAIVA, INSATISFAÇÃO
O QUE ESTÁ FALTANDO: Dinheiro, meu filho, dinheiro.
ONDE OBTER: Se você souber, me informe!