Decifra a ti mesmo ou devoro-te

Auto-conhecimento é a base para o homem manter-se integrado.

Decifra a ti mesmo ou devoro-te

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Terra Blog

Categoria: Feminino

19.07.09

Rosas,Lavanda e Hibiscos

 

Algumas guardam a exuberância tropical, como o hibisco, e outras se destacam pela singeleza, como a lavanda. E há as que atraem o olhar por sua majestade: as rosas. As flores são, sem dúvida, uma das formas com que a natureza expressa todo o seu poder de sedução. Mas, repare, com elas não vêm apenas encantos e aromas. Muitas vezes, os melhores cremes, óleos e tônicos contêm, embora você nem perceba, ativos poderosos extraídos dessas plantas.

São antioxidantes, antiinflamatórios, vitaminas e ácidos que nutrem, protegem, acalmam e regeneram a pele. Essas propriedades terapêuticas ficam mais conhecidas à medida que a pesquisa se intensifica. Descobriuse, por exemplo, que o hibisco contém alfa-hidroxiácidos, importantes no combate aos radicais livres, os vilões do envelhecimento. O poder regenerante da lavanda já é conhecido há mais tempo. Desde que o perfumista francês Renée Gautefossé queimou as mãos e, num ato reflexo, as mergulhou na única coisa líquida que estava próxima: um balde de óleo de lavanda.

De modo empírico, são constatados os benefícios do uso das flores no alívio do corpo e da alma desde a Antiguidade. Foi na Grécia que surgiu o primeiro spa com tratamentos baseados em banhos e máscaras de ervas e pétalas de flores capazes de perfumar, embelezar, rejuvenescer e amenizar sintomas e dores.

“No perfume suave, na eficácia dos cosméticos ou na manifestação de carinho ao fazê-las presentes, as flores dispensam elogios, falam por si. Esbanjam virtudes”, diz Maly Caran, estudiosa e pesquisadora das ervas, que vive em São Francisco Xavier, no interior paulista.

 

Rosa
“Suas pétalas têm ação terapêutica por possuir flavonóides, que são substâncias com propriedades antiinflamatórias, adstringentes, antioxidantes e protetoras das paredes dos vasos sanguíneos”, explica Glauco Machado Bueno, biólogo especialista em plantas medicinais, que trabalha no Hotel Ponto de Luz, em Joanópolis, SP. “Ainda têm ação antialérgica, antibacteriana, regeneradora celular, tônica, hidratante e calmante”, complementa Maly. Suas partes utilizadas são as folhas, flores e seu óleo essencial. Este, precioso, já que é necessário de 2,8 mil a 6 mil kg de rosas para obter 1 kg de óleo essencial. Daí o alto preço dele, que pode chegar a 875 reais por 5 ml. “A rosa é indicada para a pele seca e madura. Ela ajuda a regenerar a pele enrugada, pois promove uma hidratação profunda em forma de loções, cremes e compressas. Nos banhos, serve para revitalizar e tonificar o corpo, além de aliviar irritações”, diz a conhecedora de flores e ervas.

Lavanda
“Rica em óleo essencial, que contém acetato de linalila, saponina e taninos, relacionados às ações antiinflamatórias e adstringentes, a lavanda é usada em tratamentos contra acne e afecções cutâneas”, conta Ana Elisa Koloszuk, coordenadora de desenvolvimento de produtos da Weleda. Segundo explica o biólogo Glauco Machado Bueno, ao inalarmos o aroma de seu óleo essencial, o hipotálamo envia uma mensagem à supra-renal, sinalizando a diminuição da síntese de cortisol, o hormônio do estresse, por isso é considerada tão relaxante. A ação calmante também é explorada na cosmética em óleos de massagem, de banho e produtos faciais. Indicada para peles mistas e oleosas, a lavanda pode ser usada em vaporizações. Uma dica de Maly Caran é pingar algumas gotas desse óleo essencial num borrifador com água filtrada. “Ajuda a limpar e refrescar”, diz. Outros bons usos: misturado ao óleo vegetal de sementes de uva durante a drenagem linfática e para aliviar a coceira e o inchaço provocados por picada de insetos, justamente pela sua ação antiinflamatória. Dez mililitros de óleo essencial de lavanda saem, em média, 34 reais.

Hibisco
Há vários tipos desta flor, a maioria originária da Ásia. Com uso medicinal, temos o Hibiscus abelmoscus e o sabdariffa. “Ambos com propriedades laxantes, adstringentes e sedativas suaves. O Hibiscus sabdariffa, em forma de chá, é usado popularmente como diurético, digestivo e para abaixar febres”, diz Glauco Machado, especialista em plantas medicinais. Suas folhas trazem proteínas, fibras, cálcio, ferro, carotenos e vitamina C. Mas é da flor do hibisco que vem o extrato glicólico, que contém alfa-hidroxiácidos (ácido málico, oxálico, cítrico e tartárico) com ação anti-radicais livres e hidratantes, usados em alguns cosméticos, como cremes faciais e tônicos.

Para você saber: há hibiscos ornamentais, como os que você vê na foto da página ao lado. Nesse caso, as espécies mais conhecidas são o aurora (Hibiscus mutabilis), o comum (Hibiscus rosa-sinensis), o da Síria (Hibiscus syriacus) e o mimo-de- Vênus (Hibiscus arboreus), originário do México.

 

Receita para clarear a pele

• 2 colheres (de chá) de amêndoas moídas (têm ação emoliente)
• 1 colher (de chá) de água de rosas (regeneradora)
• 1/2 colher (de chá) de mel (amacia, tonifica, nutre e melhora a textura da pele)

Modo de preparo
Misture os ingredientes até adquirir consistência. Aplique no rosto uma camada fina e deixe secar. Enxágüe com água destilada.

Sais de banho

• 1 xícara de sal grosso (desintoxicante)
• 3 colheres (de sopa) de flores de lavanda
• 5 gotas de óleo essencial de lavanda

Modo de preparo
Coloque os ingredientes em um pote de vidro para armazenar. Na hora do banho, use 3 colheres do preparo dentro de um saquinho de pano para mergulhar na banheira.

Mistura para tirar o inchaço do rosto

• 4 flores grandes de hibisco
• 1/2 colher (de sopa) de aveia em pó (a aveia alivia inflamações e acalma a pele)
• 10 ml de água mineral
• 1/2 colher (de sopa) de mel (nutre e amacia, tem propriedades antioxidantes)

Modo de preparo
Amasse as flores de hibisco, acrescente a aveia, a água e o mel e misture até ganhar consistência. Lave o rosto e aplique a máscara durante 10 minutos. Para retirar, enxágüe com água morna.

Fonte:Bons Fluídos









04.07.09

Coração X Mente

O Coração
:: Elisabeth Cavalcante ::

Como transformar nosso agir habitual, baseado nos conceitos que predominam em nossa mente, em um novo modo de viver, onde o direcionamento é dado, acima de tudo, pela nossa percepção interior?

Para muitos, este conceito é absolutamente incompreensível, mas entendê-lo passa a ser fácil quando mudamos o foco da cabeça para o coração. Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, o coração não é um mau conselheiro.

Esta idéia tem como fundamento a confusão entre o coração e as emoções. Estas, sim, podem nos fazer tomar atitudes equivocadas quando se encontram em desequilíbrio.

As emoções negativas sempre se relacionam às necessidades do ego, como aprovação, aceitação, e quando estas não são satisfeitas, geram as reações habituais de mágoa, ressentimento e o desejo de dar o troco.

O coração é a sede do espírito, a dimensão divina do ser, aquela porção de nós onde reside a sabedoria e a consciência mais elevada. Ouvi-lo exige, fundamentalmente, que entremos na dimensão do silêncio, algo somente possível quando a mente e o ego deixam de ser os diretores de nossa vida, para tornarem-se coadjuvantes, cuja participação depende de nossa permissão.

A alegria, a criatividade e, acima de tudo, um relaxamento interior que nos leva a abandonar qualquer ansiedade ou desespero para lidar com as situações que a vida nos apresenta, são o resultado natural desta mudança de enfoque.

Um dos mais surpreendentes mistérios da existência é que, quanto mais utilizamos nossa luz interior, mais ela cresce. Aos poucos, ouvir nosso coração vai se tornando algo tão natural que nenhum esforço grandioso é necessário. Basta que direcionemos nossa atenção para dentro, e a voz interior suavemente sussurra sua verdade.

"O coração é o centro negligenciado. Quando você começa a prestar atenção nele, ele começa a funcionar. Quando ele começa a funcionar, a energia que estava automaticamente indo para a mente, começa a se mover através do coração. E o coração está mais próximo do centro de energia. O centro de energia está no umbigo - assim, bombear energia para a cabeça é, na verdade, um trabalho árduo.

É para isso que existem todos os sistemas educacionais: para ensiná-lo a bombear energia do centro, diretamente para a cabeça. Para ensiná-lo a se desviar do coração. Dessa maneira, nenhuma escola, nenhum colégio, nenhuma universidade ensina a sentir. Eles aniquilam o sentir, porque sabem que, se você sentir, não poderá pensar.

Se você sentir muito, então a energia ficará parada no centro do coração, não irá para a cabeça. Ela só pode ir para a cabeça quando o centro do coração é completamente negado. Ela tem de ir para algum lugar, tem de encontrar uma saída. Se o coração não for a saída, ela irá para a cabeça.

De fato, todo o sistema educacional desenvolvido em todo o mundo é para ensiná-lo a evitar o coração, a como tornar-se mais e mais mental e a como bombear a energia diretamente para a cabeça.

Assim, o amor é negado, o sentimento é negado, condenado - é quase um pecado sentir. A pessoa tem de ser lógica e racional, não emocional. Se você for emocional, as pessoas dirão que você é infantil - de certa forma, eles estão literalmente certos, porque só uma criança sente. Uma pessoa adulta instruída, culta, condicionada, pára de sentir. Ela se torna quase seca, madeira morta - não flui mais nenhum sumo dali. Daí haver tanto sofrimento: o sofrimento é por causa da cabeça.

A cabeça não pode celebrar, não há nenhuma celebração possível através da cabeça - ela pode pensar sobre e sobre e sobre, mas ela não pode celebrar. A celebração acontece através do coração.

Assim, a primeira coisa é começar a sentir cada vez mais e mais. Torne-se uma morada de amor, um santuário de amor; este é o primeiro passo. Uma vez que você dê este primeiro passo, o segundo será muito, muito fácil.

Primeiro, você ama - a metade da jornada está completa. E assim como é fácil mover-se da cabeça para o coração, é ainda mais fácil mover-se do coração para o umbigo. No umbigo você é simplesmente um ser, puro ser".
OSHO, For Madmen Only.

24.06.09

Mulheres q correm com...

 

Recebi por email esse resumo(Mulheres que correm com os Lobos)

1ª Tarefa - A Morte da Mãe Boa Demais....assumir o estar só.......
A mãe boa demais morre. Nasce a nova mulher.Essa nova mulher passa a reagir a novos desafios e começa a atingir um nível mais profundo...Na transição ficamos sós, e o mundo não é nada maternal conosco(é a saída de nossa fase de pré-adolescência para a adolescência- aqui pode não ter havido uma presença suficientemente boa da mãe nos primeiros anos de vida então teremos uma nova iniciação, para podermos restabelecer a nossa intuição. (Essa intuição profunda é quem sabe o que é bom para nós). Deixar de lado os dogmas que tornaram a vida "segura demais" e que impedem os desafios, é preciso começar a colocar metas e assumir riscos, esse será o processo de "aguçar" o Poder Intuitivo. A mãe boa demais sufoca nossa vida e nossos talentos expressivos, tudo acaba indo para a sombra e assim pode-se continuar sendo a "sempre gentil" de nossa psique.

2ª Tarefa - O Fim da natureza Sombria......
Vivenciar aspectos da própria natureza sombria.....aspectos exploradores, ciumentos e rejeitadores da natureza do self. Precisamos incorporar estes aspectos, criarmos o relacionamento bom entre as piores partes de si mesma. Acumular uma tensão entre o que se aprendeu a ser...e....o que se é realmente...e deixar morrer o velho... para que nasça a intuição.
Aspectos indesejáveis pelo ego e que são relegados às trevas, os talentos das mulheres que vão para a sombra.
A obediência ao ego provoca uma descoberta chocante - a de que ser nós mesmas faz com que nos isolemos muito dos outros e .....ceder aos desejos dos outros faz com que nos isolemos de nós mesmas. A mulher que eternamente de adequa ao que a sociedade espera dela.

3ª Tarefa - Navegar nas Trevas........
Podemos nos aventurar e penetrar no lugar da iniciação profunda e começar a experimentar o sentimento de estar imersa no "intuitivo", dar sensibilidade ao incosciente misterioso, deixar que ele guie e direcione, passar a confiar "exclusivamente" no sentido interior. Assim aprendendo o caminho de volta para casa da "mãe selvagem".
Deixar morrer a mocinha frágil e ingênua e aprendermos a transferir o poder para a intuição.
A intuição...precisa ser nutrida..é a boneca , simbolo do numinoso que está sufocado nos seres humanos, símbolo do self original, relacionado às fadas, duendes.... a boneca.... representa o interior das mulheres - é o talismã...... para lembrar a pessoa de "sua própria força". A intuição é transmitida de pai para filho da forma mais simples pois ela é a própria voz da alma, é ela quem prevê a direção mais benéfica a seguir, ela muda a diretriz do ...."o que será, será" para ....."Quero ver tudo que há para ser visto". Ela Vê... ouve sons.... fora da capacidade humana. Ela é a consciência...a premunição.....
Ela torna a mulher plena em sua feminilidade e em sua capacidade de movimentar-se com confiança no mundo. A intuição se alimenta de vida, de que vale uma mulher na selva....se ela não pode ouvir ....La que Sabe ...... e nela confiar. Se dizemos - eu sabia que deveria ter seguido a minha intuição....pressentia que devia ter feito isso ou aquilo....mas não dei ouvidos. A intuição é como um músculo que se não usado atrofia. Sentimos que "se eu for "eu" mesma" estarei me afastando dos outros, mas...é essa tensão psíquica que vai criar "alma nova" e promover "as mudanças".
Quando a intuição luta para se expressar, indica a mulher que durante o dia é boazinha e à noite range os dentes. A mulher nesse dilema "fica tentando provar seu valor" (fazendo doutorados, etc) para ver se agora todos a aceitam. Ela é a boa demais e a exigente demais, também a que se submete demais....sem queixas..., aparentando heroísmo. A mulher nesse ponto precisa levar um tranco, um susto ( A Megera) pois não há como crescer sendo saco de pancadas para todos(papel social da mulher).As mulheres estão se entorpecendo porque ficam tentando tornar....invisíveis... seus sentimentos mais profundos.
O superego faz com que a mulher se adeque ao que aquela sociedade espera dela, e isso pode ser positivo ou muito prejudicial. O superego manda agir assim "contrariando" a alma. Se não temos consciência de nosso poder acabamos admitindo essa interferência- p.ex. quando admitimos o "não ser boa nisso", o "ser boa só para coisas simples", e que em resumo - não valemos muito. Assim o "social destrói" a intuição natural do eu e insiste em nos colocar falhas ´para que não percebamos a crueldade que é feita com a nossa psique e com a própria cultura em que vivemos. Assim.....não percebemos o que está oculto.....pois não temos intuição....fomos ensinadas a não expor o oculto para não criar problemas...e a recompensa por ser boazinha (em circunstâncias repressoras(superego) é a de ser mais maltratada.

4ª Tarefa - Encarar a Mulher Selvagem......
Familiarizar-se com o mistério......com a estranheza.....Aprender a encarar um poder enorme nos outros e subsequentemente nosso próprio poder.... Deixar "definhar" a criança frágil em nós...Tirar os excessos de normalidade de nossas vidas.... que vão nos contaminando até que tenhamos uma vida rotineira. Essa situação irá provocar negligência da intuição. O Poder intuitivo precisa passar para as mãos da mulher, este "Poder Selvagem" em nós está nos inúmeros rostos femininos, o que a cultura considera apavorante na psique das mulheres são exatamente as bençãos que nós precisamos resgatar.Na verdade homens e mulheres devem saber que este poder intuitivo existe e que não deve causar espanto o seu uso. Para que um dia o homem conheça verdadeiramente a mulher , esta deverá ensinar-lhe sua "configuração" feminina selvagem.Esse é o trabalho a ser feito no casebre da Baba Yaga, aí tanto melhor...a vida selvagem tem que ser mantida em ordem do que é incomum....místico...da alma. Ao executar as "prendas domésticas" a alma vai avaliar modos de pensar da alma, vai nutrí-la, corrigí-la, organizá-la... A natureza intuitiva estima as situações em um relance....avalia em um átimo, identifica a essência de uma idéia e lhe infunde vitalidade...cozinha idéias cruas...e prepara o alimento para a psique. Os trajes representam a persona, a primeira impressão que o público tem de nós, o que queremos que os outros conheçam em nós e nada mais.Mas a persona não é apenas a máscara atrás da qual a pessoa se esconde, mas uma presença que encobre a personalidade, as vezes essa máscara indica a hierarquia, virtude, caráter ou autoridade. A pesona é a manifestação exterior do comando. Ao lavar as roupas da Mãe Selavgem - Intuição - vamos vendo as costuras da persona. Quantas personas temos? Quantas estão "penduradas" em nosso armário? Que "modelos" e trajes usamos? As roupas da Mãe Selvagem (Yaga) tem suas próprias qualidades de força e resistência.

5ª Tarefa - Servir o não-racional......
As mulheres tem que aceitar as forças selvagens da psique feminina e reconhecer o poder destas forças. Deve limpar...escolher....alimentar...criar energia e idéias.
O que ocorre é que a mulher moderna não participa mais do ciclo da vida -morte- vida, as tarefas que eram das mulheres, o nascimento e a morte.....o lavar e o tecer a roupa....Lavar alguma coisa é um ritual de purificação atemporal, pois as roupas são como nós, que nos desgastamos cada vez mais até que nossas idéias e valores fiquem frouxos com o passar do tempo. A renovação ocorre na água...na redescoberta daquilo que realmente consideramos sagrado.
Lavar a roupa é uma metáfora...é quando separamos...consertamos e renovamos nossas qualidades "pela purificação"....a lavagem das fribras do nosso ser.
A mulher sábia mantém seu ambiente psíquico organizado. Ela consegue isso mantendo a cabeça limpa e o local limpo para seu trabalho....se dedicando...a completar suas idéias e projetos.
Para a maioria das mulheres é "necessário" um tempo por dia para a "contemplação". Abrir um espaço seu.... usando caneta...papel...tintas...conversas...psicanalise...São essas experiência de....mergulho....que trarão a tranformação.
Surge, as vezes, uma dor provocada pelos conhecimentos de determinadas coisas a respeito de nós mesmas e da natureza do mundo, mas os aspectos negativos de nossa psique pode ser reduzidos a cinzas se forem alvo de observação constante. A mulher deve escolher seus amigos e companheiros com prudência, pois tanto um quanto outro podem estar abafando suas paixões. No caso de companheiros costumamos investí-los com o poder de um grande mago, mas um companheiro pode gerar ou destruir nossos vínculos com os ciclos duradouros e idéias. Para a Mulher Selvagem o amigo/companheiro deve ser do tipo que diz - Diga-me qual a sua idéia?? Como vai funcionar??? Um companheiro e amigos que apóiem a criatura que existe em nós. Amigos de alma.
Quando ligadas ao self intuitivo nos perguntamos - Estou com fome de que???? De que sinto falta agora???E a resposta costuma vir Rápido. As vezes teremos que ir a procura do que queremos - não está disponível...nao está no bufê... Isso exige ânimo, determinação e dedicação e as vezes implica em "esperar" o que se quer. Em nenhuma outra atividade isso fica mais nítido do que na escolha de parceiros, eles não podem ser escolhidos no bufê, mas sim ....pelo profundo anseio da alma....Escolher só porque algo está apetitoso, está a nossa frente, à mão, não satisfará o self da alma. É para isso que serve a intuição.... seja a questão séria ou banal a idéia é consultar sempre o self intuitivo. Outra maneira de "reforçar o vínculo" com a intuição é não permitir que nunca, ninguém "reprima" nossas energias de vida, ou seja, nossas opiniões, pensamentos, idéias, valores, conceitos morais, ideais. Não são pessoas externas que devem determinar nossas alterações de ciclos inatos. Cada vez que formos consultar a intuição existirão pelo menos 4 opções: duas que se opõe....a intermediária....e aquela a que se chega após.... uma "contemplação profunda"...... Sem o intuitivo podemos pensar que existe só uma escolha, e com frequência ela é indesejável. E, que temos que sofrer com o assunto e nos submeter e forçarmo-nos a aceitá-lo. O uso frequente da intuição nos dá uma espontaneidade segura, não quer dizer imprudência, nem o falar por falar, sem pensar, o grande segredo é "calar o ego" durante algum tempo.
A mulher selvagem é a que ousa, a que cria e a que destrói, ela é a arte primitiva que forma uma floresta a nossa volta e nos ensina a lidar com a vida a partir desta pespectiva e a seguir seu conhecimento. Todas sabemos quando chegou a hora da vida e a hora da morte.

6ªTarefa - Separar isso daquilo.....
A mulher precisa aprender a discriminar meticulosamente, a separar as coisas umas das outras com o melhor dicernimento, aprender a fazer distinções sutis, a observar o poder do inconsciente e ver como ele funciona, separar o que é vida do que é morte. Sempre que um dilema se apresenta deixar para mais tarde para que "venha" uma boa solução....quando chegar a hora. Ir dormir com a pergunta e acordar com a resposta...Enquanto dormimos o inconsciente coletivo separa materiais e os sonhos tem a orientação simbólica. A mulher também precisa procurar "remédios" para a mente, que relaxem e estimulem, estes são os alimentos da psique. São os cuidados que a natureza selvagem exige. Qualquer coisa que possa acontecer a um jardim pode acontecer à alma e à psique - excesso de água...falta de água...pragas....calor....tempestades...enchentes...invasões....milagres...ressecamento...bençãos...cura...No jardim-plantamos...arrancamos...enterramos...secamos sementes...fazemos a semeadura...protegemos as plantinhas... O jardim é uma prática de meditação...na meditação sabemos se é a hora de alguma coisa morrer, aí somos capazes de infundir energia, sem atrapalhar aquilo que vai morrer.
Para cozinhar a Yaga acende o fogo - a mulher precisa estar disposta a "arder de paixão"....arder com palavras e idéias...
A paixão é que provoca o cozimento e as idéias serão o alimento que foi preparado... Nossa competência está em "vigiar" o fogo, observarmos o cozimento para a nutrição do self selvagem.... As vezes voltamos as costas à panela, ao fogão, esquecemos de acrescentar lenha e mexer. O fogo "exige" atenção pois é fácil deixar que ele se apague.
A Yaga precisa ser alimentada pois vai haver barulho se ela sentir fome. É o cozimento de idéias novas, novos rumos, dedicação à arte e ao trabalho que alimenta a alma selvagem, isso é que nutre a velha mãe selvagem e lhe dá sustento na psique. Sem o fogo tudo ficará crú e aí vem a frustração.

7ª Tarefa - Perguntar sobre os mistérios.....
As mulheres terão que aprender mais a respeito da vida-morte-vida e de seu funcionamento. Ter a capacidade de compreender todos os elementos da natureza selvagem. Essa atitude de deixar morrer ....deixar viver...é muito importante.Trata-se de um ritmo básico natural que as mulheres devem compreender e vivenciar, pois captar este ritmo reduz o medo, pois prevemos o futuro....
A mulher deve captar os ritmos femininos interiores....os ritmos da criatividade... de parir filhos psíquicos...e talvez humanos....ritmos de solidão...de brincadeira....de descanso....de sexualidade....e de caça. Tem que usar à vontade a Visão....a audição...o olfato...o gosto...e ser dona de seu próprio eu. Nestes momentos vai se priorizar o "não superficial". Cada mulher que resgate sua intuição e seus poderes semelhantes ao da Yaga chega a um ponto em que se sente tentatada a se desfazer deles, pois se perguntará - o que adianta saber todas essas coisa? - Esta Luz vê o que vê, fica sempre ali, como uma presença que anda um pouco a sua frente, mantedo-a informada do que vai acontecendo. Quando a pessoa tem essa capacidade de ver e pressentir será preciso fazer algo a respeito do que se vê. Possuir uma intuição e um poder gera "trabalho", seja para o bem, para o equilíbrio ou para que alguma coisa morra. Podemos "ver" aspectos de nós mesmas e dos outros, tanto os deformados como os divinos. Pode-se ver do outro lado da má ação de um coração generoso, um espírito delicado esmagado pelo ódio, pode-se entender muito em vez de apenass sentir "perplexidade". Essa luz pode discriminar camadas distintas da pesonalidade, das intenções e das motivações dos outros. É a "varinha de condão" do conhecimento. É a profunda natureza selvagem. Há horas em que essas informações são dolorosas e insuportáveis, pois sabemos onde se trama a traição, a inveja oculta atrás de um sorriso de carinho. Ela ilumina nossos tesouros e nossas fraquezas, e nesse ponto, às vezes, temos vontade de jogar fora a maldita perspicácia. Mas a intuição não é para ser consultada uma vez e esquecida, ela não é descartável, ela deve ser consultada a cada passo do caminho, quer a mulher tenha que enfrentar um demônio interior, quer seja o de completar uma tarefa no mundo externo. O self da alma habita a catedral óssea da testa.....os olhos são as janelas...a boca a porta... e os ouvidos são como os ventos.... Quando a julher chega a este ponto ela consegue largar a proteção da mãe boa demais interior, aprende a esperar a adversidade no mundo externo e a lidar com ela num estilo forte em vez de complexo. Neste ponto conseguimos suportar o rosto da Megera que é um aspecto da própria natureza da Mulher Selvagem. Nada mais de estou com medo, aqui há o conhecimento da selvagem força feminina, já aprendemos a discriminar, a separar o pensamento dos sentimentos. Com o talento adquirido da Yaga a mulher não precisa mais sentir falta de confiança ou de potência.
O negro é a cor que contém uma promessa de que você logo irá saber algo que antes não sabia.
O vermelho é a cor do sacrifício, da fúria, de matar e ser morto. Também é a cor da vida, vibrante, da emoção, da excitação, de eros e do desejo, é a promessa de que algo está por nascer.
O Branco é a cor do novo, do puro, do imaculado. É também a cor da alma livre do corpo, da nutrição, do leite materno. Por outro lado é acor dos mortos, daquilo que perdeu seu tom rosado. É a promessa que de que tudo pode recomeçar de novo.....As cores são poderosos medicamentos para as enfermidades psiquicas..... Os poderes intuitivos emanam tanto do lado humano quanto do lado espiritual da psique.

8ª Tarefa - De pé nas quatro patas.......
A mulher deve assumir seu poder imenso de "ver" e de afetar os outros com sua "visão". A Yaga sabe que seu mundo é o subterrâneo da psique e o lugar da mãe-boa-demais é o mundo da superfície. Embora a doçura tenha condição de se adaptar ao mundo selvagem, o mundo selvagem não consegue ficar muito tempo restrito aos limites da doçura. Quando a mulher integra este aspecto da Yaga ela deixa de aceitar sem questionamento cada sugestão...cada farpa...qualquer coisa que lhe apareça pela frente. Para conquistar um distanciamento da mãe-boa-demais a mulher aprende não só a olhar, mas "fixar os olhos" e "vigiar com atenção", e cada vez mais a não ter paciência com gente enfadonha.
A falta de intuição.... a falta de sensibilidade.... para com os ciclos, ou a negação a seguir o seu próprio conhecimento dão origem à escolhas que acabam see revelando infelizes e até mesmo desastrosas. O contato com a Mulher Selvagem faz ver o que está por trás ou por baixo das motivações...idéias...atos...e palavras dos outros. Se a psique instintiva disser: Cuidado! A mulher deve prestar atenção.

11.06.09

Óleo de Oliva

As mulheres do antigo Egito já utilizavam o azeite de oliva como produto de beleza. Agora muitas linhas de cosmética voltam a nossas origens mediterrâneas para conseguir uma pele mais bonita.

A oliveira e o azeite de seu fruto têm sido parte da cultura mediterrânea desde suas origens. Além de ser utilizado na alimentação, servia como remédio, como produto de beleza e, nas cerimônias, os reis eram ungidos com ele, porque o consideravam um óleo sagrado.

Há 5 mil anos, as mulheres egípcias descobriram os efeitos benéficos do azeite de oliva para sua pele e o utilizaram como emoliente. A partir daí criaram o primeiro sabonete, misturando azeites, essências e cinzas. Os gregos o utilizavam para massagens, confiando em seu poder para aumentar a beleza e a virilidade.

Nos nossos dias, se sabe que cozinhar com azeite de oliva previne contra as doenças coronárias, alguns tipos de câncer e ajuda a combater o colesterol ruim. Mas também foi comprovado que este azeite é uma forma natural de manter a beleza da pele, da unhas e do cabelo.

O azeite de oliva possui vitaminas A, D, K e E, e é um poderoso antioxidante, o que faz com que ajude a retardar o envelhecimento da pele. A oliveira é uma árvore capaz de se auto-regenerar e auto-proteger: na antiguidade, por causa da resistência de seu tronco e folhas, a oliveira era símbolo de imortalidade.

Por todas as suas propriedades, ele se revelou como uma estrela da cosmética. Suas aplicações na área da estética e beleza são inumeráveis: É anti-rugas, hidrata e suaviza a pele seca, é purificador, calmante, serve para amolecer as impurezas da pele e tornar mais fácil sua eliminação, melhora a elasticidade da pele, dá brilho aos cabelos e é perfeito para banhos relaxantes e massagens. Tendo em conta todas essas vantagens, não é uma surpresa que várias empresas de cosmética tenham lançado novos produtos que levam o azeite de oliva como ingrediente básico.

Terra Espanha

Conheço uma receita simples:

-200 ml de creme hidratante

-4 colheres de sopa de oleo de oliva extra virgem

-Misture os ingredientes e guarde em recipiente fechado.

07.06.09

Expressões da Feminilidade(parte I)

 

* Angelita Viana Corrêa Scardua *

A Rosa é a flor mais presente nos Contos de Fada, seja como figura de fundo ou como elemento essencial à estória. Podemos encontrar a Rosa em contos como “As Fadas (Sapos e Diamantes)”, “A Bela e a Fera”, “A Bela Adormecida no Bosque”, “Rapunzel”, “A Pequena Polegarzinha” e muitos outros. Em geral, nos contos em que a Rosa aparece, a protagonista é uma jovem mulher, uma donzela prestes a ser “descoberta” pelo olhar/desejo masculino. A moça em questão é, quase sempre, cheia de potencialidades das quais ela mesma não tem consciência. É o encontro com o outro – com o Masculino – que a faz perceber o seu valor como mulher. Em todos esses contos a beleza, a sedução, a paixão e o encantamento são o mote da estória.

Para entendermos o porquê disso – o porquê de a Rosa estar associada a esse despertar consciente para o potencial feminino, de seduzir e encantar –, precisamos retomar o significado simbólico da Rosa na cultura ocidental. Durante a Idade Média, os estudos alquímicos associavam a Rosa ao órgão sexual feminino. Diversos registros poéticos, literários, folclóricos e artísticos da época oferecem essa analogia, sendo que todas elas apontam para as características físicas da flor. Dentre essas podemos destacar o tom encarnado da Rosa vermelha, que é a mais comum. Interessante lembrarmos que a cor vermelha é, historicamente e simbolicamente, associada ao feminino em função da relação entre o sangue e as funções características do corpo da mulher: a menstruação e o parto. Outras características utilizadas simbolicamente para aproximar a Rosa e o órgão sexual feminino seriam: a textura aveludada/macia e a carnosidade de suas pétalas; a afinidade dessa flor com as estações mais quentes e terras úmidas; seu perfume intenso e marcante e, finalmente, pelo seu formato de pétalas arredondas que se fecham formando um núcleo secreto, escuro e molhado. A associação entre o botão de Rosa e o segredo permeou todo o Imaginário medieval. Um costume comum era o de colocar uma Rosa no teto da sala de reuniões, indicando que os assuntos deveriam ser mantidos em segredo. Desse hábito, origina-se o costume arquitetônico de sancas e tetos adornados com motivos rosáceos.

Um aspecto interessante, dessa associação entre o feminino e a Rosa, é que essa flor sempre esteve associada às Deusas do amor e da fertilidade e, em especial, à figura de Vênus/Afrodite, a Deusa protetora das Hetairas. As Hetairas formavam uma interessante classe social na antiga Grécia, elas eram cultas, versadas em política, filosofia e artes, além de serem treinadas para usufruírem da sedução e do sexo livremente. Eram mulheres escolhidas por sua beleza e talentos, que eram cultivados e lapidados constantemente. Entre os conhecimentos dominados pelas Hetairas, estava a elaboração de perfumes, cosméticos, óleos, poções amorosas e afrodisíacos – nome derivado de Afrodite – que eram utilizados em suas atividades como “sacerdotisas” do amor. Acredita-se que esse tipo de sacerdócio feminino, ligado à Prostituição Sagrada ou equivalente, tenha sido recorrente na antigüidade. Podemos encontrar referências à prostituição sagrada que remetem a Suméria, a Índia, ao Egito e a outras civilizações do passado remoto.

Essa forma de prostituição, não se adequa ao sentido que hoje damos a palavra. Em verdade, essas Prostitutas Sagradas eram educadas para serem “veículos” mortais da alegria e do êxtase divinos das divindades Femininas, e especialmente, estavam ligadas à iniciação dos homens nos mistérios das Deusas do Amor. O papel da prostituta sagrada era, portanto, servir de veículo para o poder de uma divindade feminina – esse é o equivalente mítico da figura do Rei como veículo, de “aporte”, para o poder das divindades solares. Essa ligação das divindades femininas com a sexualidade, e a sua vivência como parcela fundamental da vida, pode ser encontrado em Deusas como Bast ou Hator no Egito, Inanna na Suméria, Ishtar na Babilônia, Afrodite na Grécia, Vênus em Roma, e Freya na Escandinávia.

A prostituta sagrada também era vista como inspiração para a virilidade masculina. Do ponto de vista psicológico, essa sacerdotisa do amor exerceria o papel de Ânima, ou imagem da alma, que desperta o homem, fazendo com que ele descubra sua potência e sua capacidade de amar e ter prazer. Simbolicamente, ao tornar-se a personificação do objeto divino de desejo e uma fonte de prazer, a prostituta sagrada servia como uma espécie de “gerador” de força vital e criadora dos homens. Aqui, vale ressaltar dois aspectos: o primeiro é esse aspecto gerador e criador, associado à figura feminina que, de certa forma, está na raiz do uso místico da Rosa como símbolo espiritual da vida, da sabedoria e da criação. O segundo aspecto, diz respeito à figura feminina como Ânima, que está na raiz das figuras de princesas dos contos de fada, e das estórias de aventura e fantasia, da Pequena Sereia à Princesa Léia de Guerra nas Estrelas.