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	<title>Decifra a ti mesmo ou devoro-te</title>
	<subtitle type="html">Auto-conhecimento &#233; a base para o homem manter-se integrado.</subtitle>
	<updated>17.08.09 01:09:20</updated>
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	<tagline>Auto-conhecimento &#233; a base para o homem manter-se integrado.</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Culpa</title>
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		    <updated>17.08.09 01:09:20</updated>
		    <published>17.08.09 01:09:20</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Somos donos de nossos atos, mas n&#227;o donos de nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos, mas n&#227;o somos culpados pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas n&#227;o podemos prometer sentimentos. Atos s&#227;o p&#225;ssaros engaiolados. Sentimentos s&#227;o p&#225;ssaros em v&#244;o&#34;. (Mario Quintana) Conforme sup&#245;e o hist&#243;rico religioso-crist&#227;o, Ad&#227;o e Eva, atrav&#233;s do pecado original e a consequente expuls&#227;o do para&#237;so pelo Criador, seriam os responsaveis diretos pelo sentimento de culpa experenciados at&#233; hoje pelo homem. Fato agravado ao longo da hist&#243;ria do cristianismo, principalmente a partir da &#233;poca medieval pelo comportamento da Igreja - o chamado &#34;poder espiritual&#34; - que mantinha o dom&#237;nio das massas ao afirmar, sob a autoridade da B&#237;blia, o terror dos eternos sofrimentos do inferno e o pavor aterrorizante para os que jamais atingiriam o para&#237;so celestial se n&#227;o fossem crist&#227;os e se n&#227;o admitissem as &#34;revela&#231;&#245;es&#34; ou interpreta&#231;&#227;o das Escrituras Sagradas elaboradas pela teologia crist&#227;. Verdade ou n&#227;o, o fato &#233; que experimentamos durante o decorrer dos s&#233;culos o sentimento de culpa como um obst&#225;culo ao nosso crescimento pessoal, profissional e espiritual. Experi&#234;ncia real que indiscriminadamente tem gerado sofrimento, dramas pessoais e somatizado muitas doen&#231;as na humanidade. Para Nietzsche e Freud, o objetivo primario de todo o homem &#233; a satisfa&#231;&#227;o integral de suas necessidades. A partir do momento que isso n&#227;o ocorre, surge um fenomeno interessante: os instintos voltam-se para tr&#225;s, para o interior, para dentro do pr&#243;prio homem. A repress&#227;o dos instintos n&#227;o os eliminam, mas os redirecionam: se eles n&#227;o obtiverem sucesso em sua evas&#227;o, ser&#227;o introjetados, internalizados. &#201; deste processo que surge a culpa. Em Nietzsche, a doen&#231;a &#233; oriunda da interioriza&#231;&#227;o do homem - fato que o torna um animal d&#237;gno de interesse. Em Freud, ela &#233; vista como um dos maiores empecilhos para a cura de seus doentes. Este tema torna-se central tanto em Nietzsche quanto em Freud: o primeiro relaciona a culpa &#224; moralidade; o segundo relaciona ao diagn&#243;stico das neuroses. Para o terapeuta alternativo Francisco Gentina, &#34;a culpa e a doen&#231;a &#233; o aviso que estamos agindo mal. A inconfund&#237;vel Lei de A&#231;&#227;o e Rea&#231;&#227;o mostra no f&#237;sico as interfer&#234;ncias negativas plasmadas no corpo astral pelos pensamentos e atos que geram peso na consci&#234;ncia&#34;. E segue: &#34;A autoculpa abala os mecanismos de defesa do organismo e descarrega no org&#227;o mais fr&#225;gil, todo o veneno gerado pelos cliches mentais. Como clips rodando indefinidamente na mente e a cada acesso na lembran&#231;a, gl&#226;ndulas produtoras de anticorpos, n&#227;o vencendo a demanda, permitem a invas&#227;o de subst&#226;ncias venenosas aos chamados org&#227;os de choque, instaurando a patologia. Os rem&#233;dios prescritos mascaram o efeito, mas dif&#237;cilmente eliminam a causa&#34;. E completa: &#34;Estudos cient&#237;ficos comprovam o efeito do perd&#227;o nestes casos. Eliminando o &#243;dio, o rancor ou a m&#225;goa, extirpa-se a causa e consequentemente o efeito n&#227;o tem mais raz&#227;o de existir, diluindo por si mesmo, baseado no tempo dos sentimentos geradores da situa&#231;&#227;o patol&#243;gica. Pesquisas sobre o assunto demonstram que a quase totalidade dos &#243;bitos por c&#226;ncer nas suas mais variadas formas, tiveram as grandes m&#225;goas como causadoras da doen&#231;a&#34;. Antonio Araujo, psic&#243;logo, informa-nos &#34;que a tarefa da culpa &#233; amar e depender do pior, construindo um mecanismo pessoal e secreto de insatisfa&#231;&#227;o di&#225;ria, como uma esp&#233;cie de desafio constante para uma personalidade ambivalente e receosa de tocar aquilo que est&#225; t&#227;o pr&#243;ximo: viver plenamente&#34;. E completa: &#34;O segredo e mist&#233;rio da dor passam a adquirir um significado quase m&#237;stico, de expia&#231;&#227;o por algo que sequer se compreende profundamente...&#34; COMENTARIO Se consideramos que a culpa &#233; um sentimento real, que ele existe, assim como o arrependimento e a m&#225;goa s&#227;o os seus &#34;derivados&#34; mais imediatos que afligem o homem desde tempos imemoriais, podemos questionar: &#34;De quem &#233; a culpa pela exist&#234;ncia do sentimento de culpa?&#34; A ci&#234;ncia oficial faz a sua parte, se esfor&#231;a, explica at&#233; a t&#234;nue linha divis&#243;ria que separa a natureza humana entre o f&#237;sico e o espiritual. As religi&#245;es de f&#233; n&#227;o raciocinada, geralmente, contribuem para que o sentimento de culpa permane&#231;a agindo indefinidamente nos cora&#231;&#245;es e mentes das pessoas envolvidas por essa negativa energia. No entanto, diante deste confuso quadro que envolve um dos sentimentos mais arraigados ao psiquismo humano, esquecemos que existem as Leis Divinas que regem o Universo, e que, portanto, nos encontramos &#237;ntimamente - de corpo e alma - ligados a essas leis.... Nesse sentido, Joanna de &#194;ngelis, em &#34;Culpa e Consci&#234;ncia&#34;, atrav&#233;s da psicografia de Divaldo P. Franco, esclarece-nos: &#34;A culpa encontra-se esculpida nos alicerces do esp&#237;rito e manifesta-se em express&#227;o consciente ou atrav&#233;s de complexos mecanismos de autopuni&#231;&#227;o consciente. Suas ra&#237;zes podem estar fixadas no pret&#233;rito - erros e crimes ocultos que n&#227;o foram justi&#231;ados - ou em passado pr&#243;ximo, nas a&#231;&#245;es da extravag&#226;ncia ou da delinqu&#234;ncia&#34;. Sobre o arrependimento que liberta do sentimento de culpa, Joanna de &#194;ngelis registra: &#34;Arrepender-se de comportamentos equivocados, de pr&#225;ticas mesquinhas, ego&#237;sticas e arbitr&#225;rias &#233; perfeitamente normal. A soma das tuas a&#231;&#245;es positivas quitar&#225; o d&#233;bito moral que contra&#237;ste perante a Divina Consci&#234;ncia, porquanto, o importante n&#227;o &#233; a quem se faz o bem ou o mal, e sim, a a&#231;&#227;o em si mesmo em rela&#231;&#227;o &#224; harmonia universal. Como consequ&#234;ncia, a culpa deve ser superada mediante a&#231;&#245;es positivas, reabilitadoras, que resultar&#227;o dos pensamentos &#237;ntimos, enobrecedores&#34;. O processo de autoconhecimento, tanto no sentido psicol&#243;gico quanto no sentido espiritual, ou seja, no sentido de sua interdimensionalidade, nos direciona para que a culpa leve-nos &#224; reflex&#227;o, e a reflex&#227;o com f&#233; nos leve &#224; a&#231;&#227;o, &#224; repara&#231;&#227;o e &#224; elimina&#231;&#227;o da pr&#243;pria culpa. No entanto, temos observado que o desgosto pela vida nos dias atuais &#233; consequ&#234;ncia direta de uma supervaloriza&#231;&#227;o da culpa, que n&#227;o passa, geralmente, ao arrependimento que constr&#243;i e liberta. Ao contr&#225;rio, o homem, ainda preso &#224; in&#233;rcia e &#224; falta de f&#233;, prefere o lamento &#224; a&#231;&#227;o, numa clara demonstra&#231;&#227;o de que n&#227;o est&#225; preparado para renovar-se como esp&#237;rito. Em &#34;O Livro dos Esp&#237;ritos&#34;, quest&#227;o 919, Santo Agostinho deixa-nos uma instru&#231;&#227;o de medita&#231;&#227;o di&#225;ria que nos leva a isolar os pontos que devemos reavaliar sobre os quais temos responsabilidade: &#34;Fazei o que fazia quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consci&#234;ncia, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se n&#227;o faltara a algum dever, se ninguem tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma&#34;. 
Fl&#225;vio Bastos</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">A crise de identidade do Masculino</title>
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		    <updated>17.08.09 01:04:38</updated>
		    <published>17.08.09 01:04:38</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Uma abordagem direta e clara sobre a crise de identidade masculina aconteceu na obra de Robert Moore e Douglas Gillette: &#34;Rei, Guerreiro, Mago e Amante&#34; (Editora,campus-1993). Esgotada. Citando a contracapa: &#34;Na recente entrevista de Bill Moyers com o poeta Robert Bly... um jovem perguntou: onde est&#227;o, atualmente, os homens iniciados com o poder? Escrevemos este livro para responder a essa pergunta que preocupa homens e mulheres. No final do s&#233;culo XX, enfrentamos uma crise de identidade masculina de grandes propor&#231;&#245;es. Cada vez mais, os observadores do cen&#225;rio contempor&#226;neo - soci&#243;logos, antrop&#243;logos e psic&#243;logos profundos - descobrem as arrasadoras dimens&#245;es desse fen&#244;meno que afeta a cada um de n&#243;s, individualmente, da mesma forma que atinge a sociedade em geral.&#34; No caso brasileiro, n&#227;o vejo a preocupa&#231;&#227;o de homens e mulheres com a quest&#227;o em foco, por desconhecerem, em sua maioria, tal fen&#244;meno. Sofremos todos, suas terr&#237;veis conseq&#252;&#234;ncias, haja vista que todo o mundo sofre com a falta de l&#237;deres aut&#234;nticos; homens capazes de liderar a execu&#231;&#227;o de um projeto, seja ele de cunho econ&#244;mico ou social, levando-o a bom termo com a aplica&#231;&#227;o &#233;tica dos recursos usados. Nas atividades p&#250;blicas a situa&#231;&#227;o &#233; ainda mais ca&#243;tica, porque existe uma atua&#231;&#227;o autista das institui&#231;&#245;es p&#250;blicas, algumas defasadas de seus c&#243;digos funcionais. A sociedade sofre com falsos l&#237;deres que anelam o poder, jogam para consegui-lo e depois fazem dele um meio para exercer influ&#234;ncias e amealhar bens numa escala sem limites. Outros poderosos operadores de m&#225;quinas de guerra se julgam no direito de defender a &#34;democracia&#34; do outro lado do mundo, levando &#224; morte milhares de seus concidad&#227;os que se pensam her&#243;is, promovendo a morte centenas de milhares nos pa&#237;ses onde pretendem &#34;libertar&#34; o povo do ditador de plant&#227;o. Esse homem perverso est&#225; presente em todos os segmentos da sociedade; desde as fam&#237;lias abandonadas at&#233; nas supremas cortes e muito mais. A revista Veja no. 2115 de 03 de junho traz uma entrevista com Contardo Calligaris, onde ele explica a ang&#250;stia de homens contempor&#226;neos com a perda de pap&#233;is tradicionais: &#34;O homem passou a n&#227;o saber mais como ser homem. Alguns encaram os esportes radicais como o que lhes sobra de virilidade. Para outros &#233; a vida sexual.&#34; O homem que luta pelo poder a qualquer custo, tamb&#233;m poder ser considerado neste contexto. A causa psicol&#243;gica &#233; a constru&#231;&#227;o de um mundo voltado apenas para o homem, com clara exclus&#227;o da mulher, o que criou no homem uma esp&#233;cie de esterilidade da alma, levnado esse homem desalmado, a criar institui&#231;&#245;es machistas, abandonando o poder de gesta&#231;&#227;o do feminino, como as estruturas religiosas judaico-crist&#227;s: A mulher s&#243; serve para ser professora ou enfermeira, enquanto ao homem &#233; facultado o acesso a todos os postos hier&#225;rquicos. A falta de acesso ao arqu&#233;tipo feminino deixa o homem sem a intui&#231;&#227;o e a compaix&#227;o. Arqu&#233;tipo &#233; a causa primordial de toda exist&#234;ncia. Segundo Jung, o Self &#233; o arqu&#233;tipo em torno do qual se re&#250;ne toda a estrutura ps&#237;quica. Do arqu&#233;tipo de Deus deriva-se o arqu&#233;tipo do Rei e deste o arqu&#233;tipo do Pai, que &#233; o que nos interessa nesse texto. Do livro &#34;A filha do HER&#211;I - Summus editorial-SP, 1997. pag. 107. Maureen Murdoc, citamos: &#34;O PAI como arqu&#233;tipo est&#225; carregado com o poder e o privil&#233;gio de um Rei, Protetor, Sacerdote e at&#233; mesmo Deus nas fam&#237;lias e sociedades h&#225; milhares de anos. A lei, a ordem e a hierarquia s&#227;o corporificadas pelo arqu&#233;tipo do Pai, assim como a promessa de prote&#231;&#227;o, sustento e identidade. Uma manifesta&#231;&#227;o positiva do arqu&#233;tipo do Pai &#233; o rei s&#225;bio, em torno de quem gira o reino (sua fam&#237;lia). Como Salom&#227;o, do Velho Testamento, o rei s&#225;bio utiliza seu poder com justi&#231;a e compaix&#227;o e nutre os que o rodeiam. A manifesta&#231;&#227;o negativa do arqu&#233;tipo do Pai, por outro lado &#233; o rei patriarcal, que exerce seu poder de modo r&#237;gido e injusto. Ele governa o reino (sua fam&#237;lia) de maneira autocr&#225;tica, invocando o medo e exigindo total obedi&#234;ncia e lealdade. Como o rei Herodes, do Novo Testamento, o rei patriarcal &#233; um tirano, aniquilando qualquer um que ameace a sua autoridade. O pai pessoal &#233; dotado com o poder misterioso e a for&#231;a do arqu&#233;tipo do Pai, e assim como o arqu&#233;tipo, manifesta tanto as qualidades positivas quanto as negativas.&#34; A identidade &#233; a principal virtude a ser passada pelo arqu&#233;tipo do Pai, dela se origina a auto-estima, a seguran&#231;a com que o indiv&#237;duo vai envolver e se desenvolver no mundo, sendo a timidez, as inadequa&#231;&#245;es, a falta de condi&#231;&#245;es para assumir a pr&#243;pria vida, marcas no corpo como tatuagens e pirces, al&#233;m da busca de alucin&#243;genos para aliviar a ang&#250;stia existencial, a busca de grupos afetivos; as caracter&#237;sticas mais evidentes da busca de identidade negada pela fraqueza da paternidade. O pai transmite as qualidades positivas do arqu&#233;tipo pelo envolvimento com os filhos, coisa que no mundo atual, o que hoje eles n&#227;o colocam como prioridade. Al&#233;m do que o conceito de fam&#237;lia tem se tornando muito flex&#237;vel, em parte pela ascens&#227;o da mulher ao mundo corporativo, reagindo &#224; desvaloriza&#231;&#227;o que o patriarcado lhe imp&#244;s, e em parte pela falta de estabilidade dos la&#231;os afetivos. Os padr&#245;es de rela&#231;&#245;es familiares mudaram e n&#227;o restauram mais antigos valores. Por outro lado ainda n&#227;o se chegou a um modelo de rela&#231;&#227;o afetiva em fam&#237;lia que garanta crescimento a todos em parceria e harmonia. O sucesso de filmes sobre her&#243;is, tirados da hist&#243;ria, da fic&#231;&#227;o ou inventados como mutantes, denota a busca ut&#243;pica de um l&#237;der. Algumas dessas obras, analisadas &#224; luz da Psicologia Junguiana, revela-nos a a&#231;&#227;o de todos os arqu&#233;tipos principais como, O Rei, Guerreiro, Mago e Amante, como: &#34;o senhor dos an&#233;is&#34;, onde todos esse arqu&#233;tipos interagem na constru&#231;&#227;o de um mundo melhor. A restaura&#231;&#227;o das qualidades do arqu&#233;tipo do Pai negadas no desenvolvimento do indiv&#237;duo, que deveriam ocorrer principalmente entre cinco e dez anos, antes do desenvolvimento hormonal, depende de psicoterapia profunda, se poss&#237;vel com as restaura&#231;&#245;es dos pap&#233;is, mas passa pelo indispens&#225;vel desenvolvimento do autoconhecimento, sobretudo no que se refere &#224; conscientiza&#231;&#227;o dos conte&#250;dos inconscientes, com a utiliza&#231;&#227;o dos sonhos como ferramenta principal de acesso ao drama inconsciente. Como disse Einstein: &#34;a solu&#231;&#227;o de um problema passa sempre pelo conhecimento de suas causas&#34;. Sem isso, a sociedade entender&#225; como her&#243;i apenas os vencedores dos esportes e atores de TV. Osmar Francisco dos Santos Psic&#243;logo Cl&#237;nico Junguiano </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">A Energia que emana do Olhar</title>
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		    <updated>02.08.09 22:35:43</updated>
		    <published>02.08.09 22:05:54</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">A hist&#243;ria da humanidade tem mostrado que o nosso olhar sobre a vida passa pelos valores herdados de nossos ancestrais guerreiros. Basta-nos, para isso, observarmos que a cultura do orgulho, da ambi&#231;&#227;o, da sedu&#231;&#227;o e demais jogos de poder s&#227;o energias que &#34;incorporamos&#34; e projetamos atrav&#233;s do olhar que busca ascen&#231;&#227;o no mundo das apar&#234;ncias, onde geralmente, ainda perseguimos a vit&#243;ria... o triunfo a qualquer custo. Dizia o escritor grego Plutarco sobre o olhar guerreiro: &#34;Os olhos lan&#231;am dardos de fogo que golpeiam tudo aquilo que veem&#34;; ou a inscri&#231;&#227;o na m&#250;mia da pitonisa eg&#237;pcia muito respeitada nos tempos do fara&#243; Amen&#243;fis IV, onde se lia: &#34;Desperta da tua prostra&#231;&#227;o e o teu olhar triunfar&#225; sobre tudo quanto se fa&#231;a contra ti&#34;. Portanto, o olhar humano &#233; uma consequ&#234;ncia coletiva de nossa cultura milenar baseada em valores guerreiros, mas tamb&#233;m, uma decorr&#234;ncia espec&#237;fica baseada em escolhas individuais da trajet&#243;ria de viv&#234;ncias de cada esp&#237;rito. Crendices &#224; parte, o conhecimento espiritual assegura que o olhar possui uma for&#231;a proveniente de uma irradia&#231;&#227;o que surge do olho humano. Esta teoria &#233; conhecida desde a remota antiguidade, testificada na B&#237;blia e em v&#225;rios escritos gregos e romanos. O olhar humano esconde uma for&#231;a que para muitos pode passar despercebida; contudo, muitas vezes, um simples olhar expressa mais de cem palavras. A sua energia pode produzir muitos efeitos diferentes, pois com ela, expressamos o nosso interior. Um exemplo disso &#233; quando o olhar entre duas pessoas se encontram, ou seja, ambas podem sentir a energia que flui de um para o outro. E dependendo do tipo de energia, a repercuss&#227;o f&#237;sica &#233; imediata: sensa&#231;&#245;es f&#237;sicas de calor, frio, arrepios, etc., fluxo que muitas vezes n&#227;o conseguimos sustentar por constrangimento e medo da intimidade. No entanto, o olhar observado na profundidade de seu significado n&#227;o &#233; somente a visualiza&#231;&#227;o de algo concreto, real que est&#225; &#224; nossa frente... ou o olhar ancestral que seduz e oprime. O olhar atrav&#233;s da janela da alma &#233; uma proje&#231;&#227;o do conhecimento pr&#233;-adquirido e, ao mesmo tempo, a capta&#231;&#227;o de conhecimentos que est&#227;o sendo incorporados no presente, fruto de experi&#234;ncias que envolvem tamb&#233;m sentimentos e emo&#231;&#245;es genu&#237;namente humanas. No livro &#34;Pergunte a Plat&#227;o&#34;, o seu autor, o fil&#243;sofo e escritor Lou Marinoff, registra algo interessante sobre a &#34;vis&#227;o extra&#34; que devemos adquirir atrav&#233;s de um olhar que transcenda o mundo das apar&#234;ncias: &#34;Dentro da caverna est&#225; o mundo indistinto das apar&#234;ncias, fora da caverna, o mundo ensolarado das id&#233;ias ou formas. Ali conquistamos a vis&#227;o clara e a compreens&#227;o profunda da realidade, inclusive da origem de todas as coisas dentro da caverna&#34;. Sendo o olhar, a verdadeira express&#227;o de nosso interior, portanto, o &#34;raio X&#34; de nossas leg&#237;timas inten&#231;&#245;es que transcendem atrav&#233;s da janela da alma, &#233; a partir dele que devemos mudar em n&#243;s o que precisa ser mudado. E toda mudan&#231;a interior implica em alterar um padr&#227;o comportamental que nos acompanha h&#225; muito tempo. A busca da paz interior pelo processo de erradica&#231;&#227;o de sentimentos inferiores que nos atormentam desde tempos imemoriais, pode ser o in&#237;cio de uma longa jornada de depura&#231;&#227;o da alma atrav&#233;s da transforma&#231;&#227;o de um olhar que incute medo ou indiferen&#231;a a quem o capta, em um olhar que transmite confian&#231;a, generosidade e amor. Nesse sentido, conforme descreve P&#250;blio Jos&#233; em seu artigo &#34;A for&#231;a do olhar&#34;, a grande diferen&#231;a entre o olhar de jesus Cristo e o olhar dos homens, &#34;&#233; que o olhar de jesus Cristo expressa amor incondicional, e um dos momentos da comprova&#231;&#227;o deste fato foi durante a tortura a que Jesus foi submetido na fortaleza de Pilatos. Pedro estava presente e em determinado instante, quando o galo cantou - depois de Pedro ter negado Jesus por tr&#234;s vezes - o olhar do mestre se cruzou com o do ap&#243;stolo. O relato b&#237;blico diz que Pedro, ap&#243;s o olhar, &#34;saindo dali, chorou amargamente&#34;. Porque foi de choro a sua rea&#231;&#227;o? Porque n&#227;o foi de &#243;dio? Porque o amor expresso no olhar de Jesus n&#227;o h&#225; viol&#234;ncia, mesmo a m&#237;nima agress&#227;o, e sim compaix&#227;o. Pedro ficou desorientado e desandou a chorar. Esperava um olhar de &#243;dio, em troca, recebera um olhar carregado de amor&#34;. E completa, P&#250;blio Jos&#233;: &#34;A intensidade do olhar de Jesus modificou a sua vida, e o choro foi o reconhecimento de que fora perdoado. O mensageiro? Um simples olhar - um olhar cheio de amor&#34;. E seguindo os olhares deixados por Jesus Cristo, Buda e demais esp&#237;ritos iluminados que aqui edificaram as suas obras na energia do amor fraternal, este &#233; mais um desafio que enfrenta o homem do terceiro milenio: adquirir um olhar de amor para a vida, porque &#34;olhar nos olhos&#34; &#233; uma das melhores formas de contato humano... uma ponte entre almas que podem caminhar juntas em busca da evolu&#231;&#227;o. 
Por:Fl&#225;vio Bastos&#160;</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Rosas,Lavanda e Hibiscos</title>
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		       <name>Milady</name>
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		    <updated>19.07.09 14:52:18</updated>
		    <published>19.07.09 14:45:32</published> 
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Algumas guardam a exuber&#226;ncia tropical, como o hibisco, e outras se destacam pela singeleza, como a lavanda. E h&#225; as que atraem o olhar por sua majestade: as rosas. As flores s&#227;o, sem d&#250;vida, uma das formas com que a natureza expressa todo o seu poder de sedu&#231;&#227;o. Mas, repare, com elas n&#227;o v&#234;m apenas encantos e aromas. Muitas vezes, os melhores cremes, &#243;leos e t&#244;nicos cont&#234;m, embora voc&#234; nem perceba, ativos poderosos extra&#237;dos dessas plantas. S&#227;o antioxidantes, antiinflamat&#243;rios, vitaminas e &#225;cidos que nutrem, protegem, acalmam e regeneram a pele. Essas propriedades terap&#234;uticas ficam mais conhecidas &#224; medida que a pesquisa se intensifica. Descobriuse, por exemplo, que o hibisco cont&#233;m alfa-hidroxi&#225;cidos, importantes no combate aos radicais livres, os vil&#245;es do envelhecimento. O poder regenerante da lavanda j&#225; &#233; conhecido h&#225; mais tempo. Desde que o perfumista franc&#234;s Ren&#233;e Gautefoss&#233; queimou as m&#227;os e, num ato reflexo, as mergulhou na &#250;nica coisa l&#237;quida que estava pr&#243;xima: um balde de &#243;leo de lavanda. De modo emp&#237;rico, s&#227;o constatados os benef&#237;cios do uso das flores no al&#237;vio do corpo e da alma desde a Antiguidade. Foi na Gr&#233;cia que surgiu o primeiro spa com tratamentos baseados em banhos e m&#225;scaras de ervas e p&#233;talas de flores capazes de perfumar, embelezar, rejuvenescer e amenizar sintomas e dores. &#8220;No perfume suave, na efic&#225;cia dos cosm&#233;ticos ou na manifesta&#231;&#227;o de carinho ao faz&#234;-las presentes, as flores dispensam elogios, falam por si. Esbanjam virtudes&#8221;, diz Maly Caran, estudiosa e pesquisadora das ervas, que vive em S&#227;o Francisco Xavier, no interior paulista. 
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Rosa &#8220;Suas p&#233;talas t&#234;m a&#231;&#227;o terap&#234;utica por possuir flavon&#243;ides, que s&#227;o subst&#226;ncias com propriedades antiinflamat&#243;rias, adstringentes, antioxidantes e protetoras das paredes dos vasos sangu&#237;neos&#8221;, explica Glauco Machado Bueno, bi&#243;logo especialista em plantas medicinais, que trabalha no Hotel Ponto de Luz, em Joan&#243;polis, SP. &#8220;Ainda t&#234;m a&#231;&#227;o antial&#233;rgica, antibacteriana, regeneradora celular, t&#244;nica, hidratante e calmante&#8221;, complementa Maly. Suas partes utilizadas s&#227;o as folhas, flores e seu &#243;leo essencial. Este, precioso, j&#225; que &#233; necess&#225;rio de 2,8 mil a 6 mil kg de rosas para obter 1 kg de &#243;leo essencial. Da&#237; o alto pre&#231;o dele, que pode chegar a 875 reais por 5 ml. &#8220;A rosa &#233; indicada para a pele seca e madura. Ela ajuda a regenerar a pele enrugada, pois promove uma hidrata&#231;&#227;o profunda em forma de lo&#231;&#245;es, cremes e compressas. Nos banhos, serve para revitalizar e tonificar o corpo, al&#233;m de aliviar irrita&#231;&#245;es&#8221;, diz a conhecedora de flores e ervas. Lavanda &#8220;Rica em &#243;leo essencial, que cont&#233;m acetato de linalila, saponina e taninos, relacionados &#224;s a&#231;&#245;es antiinflamat&#243;rias e adstringentes, a lavanda &#233; usada em tratamentos contra acne e afec&#231;&#245;es cut&#226;neas&#8221;, conta Ana Elisa Koloszuk, coordenadora de desenvolvimento de produtos da Weleda. Segundo explica o bi&#243;logo Glauco Machado Bueno, ao inalarmos o aroma de seu &#243;leo essencial, o hipot&#225;lamo envia uma mensagem &#224; supra-renal, sinalizando a diminui&#231;&#227;o da s&#237;ntese de cortisol, o horm&#244;nio do estresse, por isso &#233; considerada t&#227;o relaxante. A a&#231;&#227;o calmante tamb&#233;m &#233; explorada na cosm&#233;tica em &#243;leos de massagem, de banho e produtos faciais. Indicada para peles mistas e oleosas, a lavanda pode ser usada em vaporiza&#231;&#245;es. Uma dica de Maly Caran &#233; pingar algumas gotas desse &#243;leo essencial num borrifador com &#225;gua filtrada. &#8220;Ajuda a limpar e refrescar&#8221;, diz. Outros bons usos: misturado ao &#243;leo vegetal de sementes de uva durante a drenagem linf&#225;tica e para aliviar a coceira e o incha&#231;o provocados por picada de insetos, justamente pela sua a&#231;&#227;o antiinflamat&#243;ria. Dez mililitros de &#243;leo essencial de lavanda saem, em m&#233;dia, 34 reais. Hibisco H&#225; v&#225;rios tipos desta flor, a maioria origin&#225;ria da &#193;sia. Com uso medicinal, temos o Hibiscus abelmoscus e o sabdariffa. &#8220;Ambos com propriedades laxantes, adstringentes e sedativas suaves. O Hibiscus sabdariffa, em forma de ch&#225;, &#233; usado popularmente como diur&#233;tico, digestivo e para abaixar febres&#8221;, diz Glauco Machado, especialista em plantas medicinais. Suas folhas trazem prote&#237;nas, fibras, c&#225;lcio, ferro, carotenos e vitamina C. Mas &#233; da flor do hibisco que vem o extrato glic&#243;lico, que cont&#233;m alfa-hidroxi&#225;cidos (&#225;cido m&#225;lico, ox&#225;lico, c&#237;trico e tart&#225;rico) com a&#231;&#227;o anti-radicais livres e hidratantes, usados em alguns cosm&#233;ticos, como cremes faciais e t&#244;nicos. Para voc&#234; saber: h&#225; hibiscos ornamentais, como os que voc&#234; v&#234; na foto da p&#225;gina ao lado. Nesse caso, as esp&#233;cies mais conhecidas s&#227;o o aurora (Hibiscus mutabilis), o comum (Hibiscus rosa-sinensis), o da S&#237;ria (Hibiscus syriacus) e o mimo-de- V&#234;nus (Hibiscus arboreus), origin&#225;rio do M&#233;xico. 
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Receita para clarear a pele &#8226; 2 colheres (de ch&#225;) de am&#234;ndoas mo&#237;das (t&#234;m a&#231;&#227;o emoliente) &#8226; 1 colher (de ch&#225;) de &#225;gua de rosas (regeneradora) &#8226; 1/2 colher (de ch&#225;) de mel (amacia, tonifica, nutre e melhora a textura da pele) Modo de preparo Misture os ingredientes at&#233; adquirir consist&#234;ncia. Aplique no rosto uma camada fina e deixe secar. Enx&#225;g&#252;e com &#225;gua destilada. Sais de banho &#8226; 1 x&#237;cara de sal grosso (desintoxicante) &#8226; 3 colheres (de sopa) de flores de lavanda &#8226; 5 gotas de &#243;leo essencial de lavanda Modo de preparo Coloque os ingredientes em um pote de vidro para armazenar. Na hora do banho, use 3 colheres do preparo dentro de um saquinho de pano para mergulhar na banheira. Mistura para tirar o incha&#231;o do rosto &#8226; 4 flores grandes de hibisco &#8226; 1/2 colher (de sopa) de aveia em p&#243; (a aveia alivia inflama&#231;&#245;es e acalma a pele) &#8226; 10 ml de &#225;gua mineral &#8226; 1/2 colher (de sopa) de mel (nutre e amacia, tem propriedades antioxidantes) Modo de preparo Amasse as flores de hibisco, acrescente a aveia, a &#225;gua e o mel e misture at&#233; ganhar consist&#234;ncia. Lave o rosto e aplique a m&#225;scara durante 10 minutos. Para retirar, enx&#225;g&#252;e com &#225;gua morna.
Fonte:Bons Flu&#237;dos

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		    <title type="text/plain" mode="xml">Cora&#231;&#227;o X Mente</title>
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		    <updated>04.07.09 20:29:04</updated>
		    <published>04.07.09 20:29:04</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">O Cora&#231;&#227;o :: Elisabeth Cavalcante :: Como transformar nosso agir habitual, baseado nos conceitos que predominam em nossa mente, em um novo modo de viver, onde o direcionamento &#233; dado, acima de tudo, pela nossa percep&#231;&#227;o interior? Para muitos, este conceito &#233; absolutamente incompreens&#237;vel, mas entend&#234;-lo passa a ser f&#225;cil quando mudamos o foco da cabe&#231;a para o cora&#231;&#227;o. Ao contr&#225;rio do que a maioria das pessoas imagina, o cora&#231;&#227;o n&#227;o &#233; um mau conselheiro. Esta id&#233;ia tem como fundamento a confus&#227;o entre o cora&#231;&#227;o e as emo&#231;&#245;es. Estas, sim, podem nos fazer tomar atitudes equivocadas quando se encontram em desequil&#237;brio. As emo&#231;&#245;es negativas sempre se relacionam &#224;s necessidades do ego, como aprova&#231;&#227;o, aceita&#231;&#227;o, e quando estas n&#227;o s&#227;o satisfeitas, geram as rea&#231;&#245;es habituais de m&#225;goa, ressentimento e o desejo de dar o troco. O cora&#231;&#227;o &#233; a sede do esp&#237;rito, a dimens&#227;o divina do ser, aquela por&#231;&#227;o de n&#243;s onde reside a sabedoria e a consci&#234;ncia mais elevada. Ouvi-lo exige, fundamentalmente, que entremos na dimens&#227;o do sil&#234;ncio, algo somente poss&#237;vel quando a mente e o ego deixam de ser os diretores de nossa vida, para tornarem-se coadjuvantes, cuja participa&#231;&#227;o depende de nossa permiss&#227;o. A alegria, a criatividade e, acima de tudo, um relaxamento interior que nos leva a abandonar qualquer ansiedade ou desespero para lidar com as situa&#231;&#245;es que a vida nos apresenta, s&#227;o o resultado natural desta mudan&#231;a de enfoque. Um dos mais surpreendentes mist&#233;rios da exist&#234;ncia &#233; que, quanto mais utilizamos nossa luz interior, mais ela cresce. Aos poucos, ouvir nosso cora&#231;&#227;o vai se tornando algo t&#227;o natural que nenhum esfor&#231;o grandioso &#233; necess&#225;rio. Basta que direcionemos nossa aten&#231;&#227;o para dentro, e a voz interior suavemente sussurra sua verdade. &#34;O cora&#231;&#227;o &#233; o centro negligenciado. Quando voc&#234; come&#231;a a prestar aten&#231;&#227;o nele, ele come&#231;a a funcionar. Quando ele come&#231;a a funcionar, a energia que estava automaticamente indo para a mente, come&#231;a a se mover atrav&#233;s do cora&#231;&#227;o. E o cora&#231;&#227;o est&#225; mais pr&#243;ximo do centro de energia. O centro de energia est&#225; no umbigo - assim, bombear energia para a cabe&#231;a &#233;, na verdade, um trabalho &#225;rduo. &#201; para isso que existem todos os sistemas educacionais: para ensin&#225;-lo a bombear energia do centro, diretamente para a cabe&#231;a. Para ensin&#225;-lo a se desviar do cora&#231;&#227;o. Dessa maneira, nenhuma escola, nenhum col&#233;gio, nenhuma universidade ensina a sentir. Eles aniquilam o sentir, porque sabem que, se voc&#234; sentir, n&#227;o poder&#225; pensar. Se voc&#234; sentir muito, ent&#227;o a energia ficar&#225; parada no centro do cora&#231;&#227;o, n&#227;o ir&#225; para a cabe&#231;a. Ela s&#243; pode ir para a cabe&#231;a quando o centro do cora&#231;&#227;o &#233; completamente negado. Ela tem de ir para algum lugar, tem de encontrar uma sa&#237;da. Se o cora&#231;&#227;o n&#227;o for a sa&#237;da, ela ir&#225; para a cabe&#231;a. De fato, todo o sistema educacional desenvolvido em todo o mundo &#233; para ensin&#225;-lo a evitar o cora&#231;&#227;o, a como tornar-se mais e mais mental e a como bombear a energia diretamente para a cabe&#231;a. Assim, o amor &#233; negado, o sentimento &#233; negado, condenado - &#233; quase um pecado sentir. A pessoa tem de ser l&#243;gica e racional, n&#227;o emocional. Se voc&#234; for emocional, as pessoas dir&#227;o que voc&#234; &#233; infantil - de certa forma, eles est&#227;o literalmente certos, porque s&#243; uma crian&#231;a sente. Uma pessoa adulta instru&#237;da, culta, condicionada, p&#225;ra de sentir. Ela se torna quase seca, madeira morta - n&#227;o flui mais nenhum sumo dali. Da&#237; haver tanto sofrimento: o sofrimento &#233; por causa da cabe&#231;a. A cabe&#231;a n&#227;o pode celebrar, n&#227;o h&#225; nenhuma celebra&#231;&#227;o poss&#237;vel atrav&#233;s da cabe&#231;a - ela pode pensar sobre e sobre e sobre, mas ela n&#227;o pode celebrar. A celebra&#231;&#227;o acontece atrav&#233;s do cora&#231;&#227;o. Assim, a primeira coisa &#233; come&#231;ar a sentir cada vez mais e mais. Torne-se uma morada de amor, um santu&#225;rio de amor; este &#233; o primeiro passo. Uma vez que voc&#234; d&#234; este primeiro passo, o segundo ser&#225; muito, muito f&#225;cil. Primeiro, voc&#234; ama - a metade da jornada est&#225; completa. E assim como &#233; f&#225;cil mover-se da cabe&#231;a para o cora&#231;&#227;o, &#233; ainda mais f&#225;cil mover-se do cora&#231;&#227;o para o umbigo. No umbigo voc&#234; &#233; simplesmente um ser, puro ser&#34;. OSHO, For Madmen Only. </content>
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