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		<title>Decifra a ti mesmo ou devoro-te</title>
		<link>http://mili30.blog.terra.com.br</link>
		<description>Auto-conhecimento &#233; a base para o homem manter-se integrado.</description>
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			<title>Rosas,Lavanda e Hibiscos</title>
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Algumas guardam a exuber&#226;ncia tropical, como o hibisco, e outras se destacam pela singeleza, como a lavanda. E h&#225; as que atraem o olhar por sua majestade: as rosas. As flores s&#227;o, sem d&#250;vida, uma das formas com que a natureza expressa todo o seu poder de sedu&#231;&#227;o. Mas, repare, com elas n&#227;o v&#234;m apenas encantos e aromas. Muitas vezes, os melhores cremes, &#243;leos e t&#244;nicos cont&#234;m, embora voc&#234; nem perceba, ativos poderosos extra&#237;dos dessas plantas. S&#227;o antioxidantes, antiinflamat&#243;rios, vitaminas e &#225;cidos que nutrem, protegem, acalmam e regeneram a pele. Essas propriedades terap&#234;uticas ficam mais conhecidas &#224; medida que a pesquisa se intensifica. Descobriuse, por exemplo, que o hibisco cont&#233;m alfa-hidroxi&#225;cidos, importantes no combate aos radicais livres, os vil&#245;es do envelhecimento. O poder regenerante da lavanda j&#225; &#233; conhecido h&#225; mais tempo. Desde que o perfumista franc&#234;s Ren&#233;e Gautefoss&#233; queimou as m&#227;os e, num ato reflexo, as mergulhou na &#250;nica coisa l&#237;quida que estava pr&#243;xima: um balde de &#243;leo de lavanda. De modo emp&#237;rico, s&#227;o constatados os benef&#237;cios do uso das flores no al&#237;vio do corpo e da alma desde a Antiguidade. Foi na Gr&#233;cia que surgiu o primeiro spa com tratamentos baseados em banhos e m&#225;scaras de ervas e p&#233;talas de flores capazes de perfumar, embelezar, rejuvenescer e amenizar sintomas e dores. &#8220;No perfume suave, na efic&#225;cia dos cosm&#233;ticos ou na manifesta&#231;&#227;o de carinho ao faz&#234;-las presentes, as flores dispensam elogios, falam por si. Esbanjam virtudes&#8221;, diz Maly Caran, estudiosa e pesquisadora das ervas, que vive em S&#227;o Francisco Xavier, no interior paulista. 
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Rosa &#8220;Suas p&#233;talas t&#234;m a&#231;&#227;o terap&#234;utica por possuir flavon&#243;ides, que s&#227;o subst&#226;ncias com propriedades antiinflamat&#243;rias, adstringentes, antioxidantes e protetoras das paredes dos vasos sangu&#237;neos&#8221;, explica Glauco Machado Bueno, bi&#243;logo especialista em plantas medicinais, que trabalha no Hotel Ponto de Luz, em Joan&#243;polis, SP. &#8220;Ainda t&#234;m a&#231;&#227;o antial&#233;rgica, antibacteriana, regeneradora celular, t&#244;nica, hidratante e calmante&#8221;, complementa Maly. Suas partes utilizadas s&#227;o as folhas, flores e seu &#243;leo essencial. Este, precioso, j&#225; que &#233; necess&#225;rio de 2,8 mil a 6 mil kg de rosas para obter 1 kg de &#243;leo essencial. Da&#237; o alto pre&#231;o dele, que pode chegar a 875 reais por 5 ml. &#8220;A rosa &#233; indicada para a pele seca e madura. Ela ajuda a regenerar a pele enrugada, pois promove uma hidrata&#231;&#227;o profunda em forma de lo&#231;&#245;es, cremes e compressas. Nos banhos, serve para revitalizar e tonificar o corpo, al&#233;m de aliviar irrita&#231;&#245;es&#8221;, diz a conhecedora de flores e ervas. Lavanda &#8220;Rica em &#243;leo essencial, que cont&#233;m acetato de linalila, saponina e taninos, relacionados &#224;s a&#231;&#245;es antiinflamat&#243;rias e adstringentes, a lavanda &#233; usada em tratamentos contra acne e afec&#231;&#245;es cut&#226;neas&#8221;, conta Ana Elisa Koloszuk, coordenadora de desenvolvimento de produtos da Weleda. Segundo explica o bi&#243;logo Glauco Machado Bueno, ao inalarmos o aroma de seu &#243;leo essencial, o hipot&#225;lamo envia uma mensagem &#224; supra-renal, sinalizando a diminui&#231;&#227;o da s&#237;ntese de cortisol, o horm&#244;nio do estresse, por isso &#233; considerada t&#227;o relaxante. A a&#231;&#227;o calmante tamb&#233;m &#233; explorada na cosm&#233;tica em &#243;leos de massagem, de banho e produtos faciais. Indicada para peles mistas e oleosas, a lavanda pode ser usada em vaporiza&#231;&#245;es. Uma dica de Maly Caran &#233; pingar algumas gotas desse &#243;leo essencial num borrifador com &#225;gua filtrada. &#8220;Ajuda a limpar e refrescar&#8221;, diz. Outros bons usos: misturado ao &#243;leo vegetal de sementes de uva durante a drenagem linf&#225;tica e para aliviar a coceira e o incha&#231;o provocados por picada de insetos, justamente pela sua a&#231;&#227;o antiinflamat&#243;ria. Dez mililitros de &#243;leo essencial de lavanda saem, em m&#233;dia, 34 reais. Hibisco H&#225; v&#225;rios tipos desta flor, a maioria origin&#225;ria da &#193;sia. Com uso medicinal, temos o Hibiscus abelmoscus e o sabdariffa. &#8220;Ambos com propriedades laxantes, adstringentes e sedativas suaves. O Hibiscus sabdariffa, em forma de ch&#225;, &#233; usado popularmente como diur&#233;tico, digestivo e para abaixar febres&#8221;, diz Glauco Machado, especialista em plantas medicinais. Suas folhas trazem prote&#237;nas, fibras, c&#225;lcio, ferro, carotenos e vitamina C. Mas &#233; da flor do hibisco que vem o extrato glic&#243;lico, que cont&#233;m alfa-hidroxi&#225;cidos (&#225;cido m&#225;lico, ox&#225;lico, c&#237;trico e tart&#225;rico) com a&#231;&#227;o anti-radicais livres e hidratantes, usados em alguns cosm&#233;ticos, como cremes faciais e t&#244;nicos. Para voc&#234; saber: h&#225; hibiscos ornamentais, como os que voc&#234; v&#234; na foto da p&#225;gina ao lado. Nesse caso, as esp&#233;cies mais conhecidas s&#227;o o aurora (Hibiscus mutabilis), o comum (Hibiscus rosa-sinensis), o da S&#237;ria (Hibiscus syriacus) e o mimo-de- V&#234;nus (Hibiscus arboreus), origin&#225;rio do M&#233;xico. 
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Receita para clarear a pele &#8226; 2 colheres (de ch&#225;) de am&#234;ndoas mo&#237;das (t&#234;m a&#231;&#227;o emoliente) &#8226; 1 colher (de ch&#225;) de &#225;gua de rosas (regeneradora) &#8226; 1/2 colher (de ch&#225;) de mel (amacia, tonifica, nutre e melhora a textura da pele) Modo de preparo Misture os ingredientes at&#233; adquirir consist&#234;ncia. Aplique no rosto uma camada fina e deixe secar. Enx&#225;g&#252;e com &#225;gua destilada. Sais de banho &#8226; 1 x&#237;cara de sal grosso (desintoxicante) &#8226; 3 colheres (de sopa) de flores de lavanda &#8226; 5 gotas de &#243;leo essencial de lavanda Modo de preparo Coloque os ingredientes em um pote de vidro para armazenar. Na hora do banho, use 3 colheres do preparo dentro de um saquinho de pano para mergulhar na banheira. Mistura para tirar o incha&#231;o do rosto &#8226; 4 flores grandes de hibisco &#8226; 1/2 colher (de sopa) de aveia em p&#243; (a aveia alivia inflama&#231;&#245;es e acalma a pele) &#8226; 10 ml de &#225;gua mineral &#8226; 1/2 colher (de sopa) de mel (nutre e amacia, tem propriedades antioxidantes) Modo de preparo Amasse as flores de hibisco, acrescente a aveia, a &#225;gua e o mel e misture at&#233; ganhar consist&#234;ncia. Lave o rosto e aplique a m&#225;scara durante 10 minutos. Para retirar, enx&#225;g&#252;e com &#225;gua morna.
Fonte:Bons Flu&#237;dos

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			<link>http://mili30.blog.terra.com.br/rosas_lavanda_e_hibiscos</link>
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			<title>Cora&#231;&#227;o X Mente</title>
			<description>O Cora&#231;&#227;o :: Elisabeth Cavalcante :: Como transformar nosso agir habitual, baseado nos conceitos que predominam em nossa mente, em um novo modo de viver, onde o direcionamento &#233; dado, acima de tudo, pela nossa percep&#231;&#227;o interior? Para muitos, este conceito &#233; absolutamente incompreens&#237;vel, mas entend&#234;-lo passa a ser f&#225;cil quando mudamos o foco da cabe&#231;a para o cora&#231;&#227;o. Ao contr&#225;rio do que a maioria das pessoas imagina, o cora&#231;&#227;o n&#227;o &#233; um mau conselheiro. Esta id&#233;ia tem como fundamento a confus&#227;o entre o cora&#231;&#227;o e as emo&#231;&#245;es. Estas, sim, podem nos fazer tomar atitudes equivocadas quando se encontram em desequil&#237;brio. As emo&#231;&#245;es negativas sempre se relacionam &#224;s necessidades do ego, como aprova&#231;&#227;o, aceita&#231;&#227;o, e quando estas n&#227;o s&#227;o satisfeitas, geram as rea&#231;&#245;es habituais de m&#225;goa, ressentimento e o desejo de dar o troco. O cora&#231;&#227;o &#233; a sede do esp&#237;rito, a dimens&#227;o divina do ser, aquela por&#231;&#227;o de n&#243;s onde reside a sabedoria e a consci&#234;ncia mais elevada. Ouvi-lo exige, fundamentalmente, que entremos na dimens&#227;o do sil&#234;ncio, algo somente poss&#237;vel quando a mente e o ego deixam de ser os diretores de nossa vida, para tornarem-se coadjuvantes, cuja participa&#231;&#227;o depende de nossa permiss&#227;o. A alegria, a criatividade e, acima de tudo, um relaxamento interior que nos leva a abandonar qualquer ansiedade ou desespero para lidar com as situa&#231;&#245;es que a vida nos apresenta, s&#227;o o resultado natural desta mudan&#231;a de enfoque. Um dos mais surpreendentes mist&#233;rios da exist&#234;ncia &#233; que, quanto mais utilizamos nossa luz interior, mais ela cresce. Aos poucos, ouvir nosso cora&#231;&#227;o vai se tornando algo t&#227;o natural que nenhum esfor&#231;o grandioso &#233; necess&#225;rio. Basta que direcionemos nossa aten&#231;&#227;o para dentro, e a voz interior suavemente sussurra sua verdade. &#34;O cora&#231;&#227;o &#233; o centro negligenciado. Quando voc&#234; come&#231;a a prestar aten&#231;&#227;o nele, ele come&#231;a a funcionar. Quando ele come&#231;a a funcionar, a energia que estava automaticamente indo para a mente, come&#231;a a se mover atrav&#233;s do cora&#231;&#227;o. E o cora&#231;&#227;o est&#225; mais pr&#243;ximo do centro de energia. O centro de energia est&#225; no umbigo - assim, bombear energia para a cabe&#231;a &#233;, na verdade, um trabalho &#225;rduo. &#201; para isso que existem todos os sistemas educacionais: para ensin&#225;-lo a bombear energia do centro, diretamente para a cabe&#231;a. Para ensin&#225;-lo a se desviar do cora&#231;&#227;o. Dessa maneira, nenhuma escola, nenhum col&#233;gio, nenhuma universidade ensina a sentir. Eles aniquilam o sentir, porque sabem que, se voc&#234; sentir, n&#227;o poder&#225; pensar. Se voc&#234; sentir muito, ent&#227;o a energia ficar&#225; parada no centro do cora&#231;&#227;o, n&#227;o ir&#225; para a cabe&#231;a. Ela s&#243; pode ir para a cabe&#231;a quando o centro do cora&#231;&#227;o &#233; completamente negado. Ela tem de ir para algum lugar, tem de encontrar uma sa&#237;da. Se o cora&#231;&#227;o n&#227;o for a sa&#237;da, ela ir&#225; para a cabe&#231;a. De fato, todo o sistema educacional desenvolvido em todo o mundo &#233; para ensin&#225;-lo a evitar o cora&#231;&#227;o, a como tornar-se mais e mais mental e a como bombear a energia diretamente para a cabe&#231;a. Assim, o amor &#233; negado, o sentimento &#233; negado, condenado - &#233; quase um pecado sentir. A pessoa tem de ser l&#243;gica e racional, n&#227;o emocional. Se voc&#234; for emocional, as pessoas dir&#227;o que voc&#234; &#233; infantil - de certa forma, eles est&#227;o literalmente certos, porque s&#243; uma crian&#231;a sente. Uma pessoa adulta instru&#237;da, culta, condicionada, p&#225;ra de sentir. Ela se torna quase seca, madeira morta - n&#227;o flui mais nenhum sumo dali. Da&#237; haver tanto sofrimento: o sofrimento &#233; por causa da cabe&#231;a. A cabe&#231;a n&#227;o pode celebrar, n&#227;o h&#225; nenhuma celebra&#231;&#227;o poss&#237;vel atrav&#233;s da cabe&#231;a - ela pode pensar sobre e sobre e sobre, mas ela n&#227;o pode celebrar. A celebra&#231;&#227;o acontece atrav&#233;s do cora&#231;&#227;o. Assim, a primeira coisa &#233; come&#231;ar a sentir cada vez mais e mais. Torne-se uma morada de amor, um santu&#225;rio de amor; este &#233; o primeiro passo. Uma vez que voc&#234; d&#234; este primeiro passo, o segundo ser&#225; muito, muito f&#225;cil. Primeiro, voc&#234; ama - a metade da jornada est&#225; completa. E assim como &#233; f&#225;cil mover-se da cabe&#231;a para o cora&#231;&#227;o, &#233; ainda mais f&#225;cil mover-se do cora&#231;&#227;o para o umbigo. No umbigo voc&#234; &#233; simplesmente um ser, puro ser&#34;. OSHO, For Madmen Only. </description>
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			<title>Instinto de Vida(Jung)</title>
			<description>Quando Jung escreve sobre o instinto de vida, est&#225; necessariamente falando tamb&#233;m sobre o INSTINTO DE MORTE. Isto porque seu interesse estava no modo como for&#231;as progressivas e regressivas se misturam na PSIQUE. Por exemplo, s&#237;mbolos e imagens de morte podem ser compreendidos em termos de sua significa&#231;&#227;o e sentido para a vida, ao passo que experi&#234;ncias e solicita&#231;&#245;es de vida necessitam ser compreendidas em seus aspectos relacionados com a morte. A vida vista como uma prepara&#231;&#227;o para a morte, a morte como integrante da vida, resume sua perspectiva&#160;. O uso de Jung do termo &#8220;instinto de vida&#8221; n&#227;o &#233; t&#227;o preciso quanto o de Freud. Enfatiza pouco a tens&#227;o entre os instintos autopreservativos e a sexualidade. (O &#8220;instinto de vida&#8221; de Jung lembra mais o &#8220;Eros&#8221; de Freud &#8211; isto &#233;, uma observa&#231;&#227;o mais abrangente da tend&#234;ncia do homem de reuni&#227;o, consolida&#231;&#227;o, unidade e da&#237;, progresso.). Entretanto, as refer&#234;ncias de Jung ao instinto de vida relacionam-se mais com uma ENERGIA geral de vida, um &#233;lan vital ou anima&#231;&#227;o. Contudo, isso provoca um problema conceitual; pois, se a energia &#233; equiparada ao instinto de vida, mas ao mesmo tempo alimenta o instinto de morte, ent&#227;o a conclus&#227;o teria de ser que o instinto de vida &#233; que abastece o instinto de morte. O dualismo seria substitu&#237;do por um modelo em que o instinto de vida &#233; prim&#225;rio. Para evitar isso, Jung normalmente retornava &#224; id&#233;ia da energia como neutra, servindo indiferentemente aos instintos de vida e de morte &#8211; e ambos os instintos ent&#227;o s&#227;o vistos servindo &#224; psique e/ ou ao homem </description>
			<link>http://mili30.blog.terra.com.br/instinto_de_vida_jung</link>
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			<title>Esquizofrenia(Jung)</title>
			<description>Desde seus tempos de estudante, Jung era interessado na esquizofrenia (ent&#227;o conhecida como dementia praecox) . &#192; medida que desenvolvia seu conceito do inconsciente coletivo e a teoria dos arqu&#233;tipos, foi-se convencendo de que a psicose em geral e a esquizofrenia em particular poderiam ser explicadas como (a) uma domina&#231;&#227;o do EGO pelos conte&#250;dos do inconsciente coletivo e (b) a domina&#231;&#227;o da personalidade por um COMPLEXO ou complexos dissociados ( ARQU&#201;TIPO; INCONSCIENTE). A implica&#231;&#227;o b&#225;sica disso era que uma forma de express&#227;o e comportamento esquizofr&#234;nicos poderiam ser significativos, desde que fosse poss&#237;vel descobrir aquilo que significavam. Foi onde a t&#233;cnica da ASSOCIA&#199;&#195;O foi usada pela primeira vez e, posteriormente, a AMPLIFICA&#199;&#195;O como um m&#233;todo de ver o material cl&#237;nico num contexto de motivos culturais e religiosos. Isso levou, firme e decisivamente, ao rompimento com Freud, que ocorreu com a publica&#231;&#227;o de Symbols of Transformation (S&#237;mbolos da Transforma&#231;&#227;o), uma an&#225;lise mediante associa&#231;&#227;o e amplifica&#231;&#227;o do prel&#250;dio de um caso de esquizofrenia (CW 5). Mas, e quanto &#224; origem da esquizofrenia? A evolu&#231;&#227;o do pensamento de Jung revela sua incerteza. Ele est&#225; seguro de que a esquizofrenia &#233; um dist&#250;rbio psicossom&#225;tico, de que mudan&#231;as na qu&#237;mica do corpo e distor&#231;&#245;es da personalidade est&#227;o de alguma forma interligadas. A quest&#227;o era saber quais destas deveriam ser consideradas prim&#225;rias. O chefe de Jung, Bleuler, pensava que algum tipo de toxina ou veneno era desenvolvido pelo corpo, que ent&#227;o acarretava um dist&#250;rbio psicol&#243;gico&#160;. A contribui&#231;&#227;o b&#225;sica de Jung foi reavaliar a import&#226;ncia da PSIQUE o suficiente para inverter os elementos: a atividade psicol&#243;gica pode levar a mudan&#231;as som&#225;ticas (CW 3, par&#225;g. 318). Por&#233;m, Jung tentou combinar suas id&#233;ias com as de Bleuler, mediante o uso de uma engenhosa f&#243;rmula. Conquanto a misteriosa toxina pudesse existir perfeitamente em todos n&#243;s, somente teria seu efeito devastador se circunst&#226;ncias psicol&#243;gicas fossem favor&#225;veis para isso. Alternativamente, uma pessoa poderia ser geneticamente predisposta a desenvolver a toxina e este fator estaria ligado inevitavelmente a um ou mais complexos. Afirmar que a esquizofrenia poderia ser qualquer coisa diferente de uma anormalidade neurol&#243;gica inata era, em seu tempo, revolucion&#225;rio. Postular uma causa psicog&#234;nica em uma estrutura psicossom&#225;tica geral (posi&#231;&#227;o final de Jung, CW 3, par&#225;g. 553 e segs.) possibilitou-lhe propor tratamento psicol&#243;gico (PSICOTERAPIA) como apropriado. A decodifica&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o esquizofr&#234;nica e tratamento em um milieu terap&#234;utico formam linhas centrais na abordagem existencial-anal&#237;tica desenvolvida por Binswanger (1945), Laing (1967) e, at&#233; certo ponto, s&#227;o detect&#225;veis nas tend&#234;ncias psiqui&#225;tricas contempor&#226;neas. Uma abordagem contempor&#226;nea e controvertida da esquizofrenia &#233; a id&#233;ia de que a esquizofrenia n&#227;o &#233; realmente uma doen&#231;a, mas, antes, uma medida daquilo que nossa sociedade considera normal e toler&#225;vel. Da&#237;, como sugerem psiquiatras que se op&#245;em &#224; psiquiatria convencional, n&#227;o &#233; nada mais que uma classifica&#231;&#227;o psiqui&#225;trica: o mapa n&#227;o &#233; o territ&#243;rio (cf. Szasz, 1962). O pensamento de Jung n&#227;o vai t&#227;o longe assim, por&#233;m ele sublinhava que a &#8220;psicose latente&#8221; era muito mais prevalente do que em geral se admite e que o &#8220;normal&#8221; jamais &#233; um termo suficientemente descritivo de um indiv&#237;duo. Uma nova discrimina&#231;&#227;o, tamb&#233;m sint&#244;nica com a opini&#227;o contempor&#226;nea, &#233; que uma aparente fal&#234;ncia nervosa de fato poderia ser uma forma de fal&#234;ncia das defesas, um prel&#250;dio iniciat&#243;rio necess&#225;rio para um novo desenvolvimento. A experi&#234;ncia cl&#237;nica de Jung com a esquizofrenia parece ter sido, principalmente, com sua forma &#8220;produtiva&#8221; (del&#237;rios, graves perturba&#231;&#245;es de pensamento, id&#233;ias de refer&#234;ncia, etc.). Ele n&#227;o escreve muita coisa sobre o caracter&#237;stico &#8220;embotamento afetivo&#8221; esquizofr&#234;nico, t&#227;o marcante, hoje, em hospitais psiqui&#225;tricos. Sabe-se que as doen&#231;as mentais mudam de caracter&#237;sticas de acordo com as transforma&#231;&#245;es culturais &#8211; &#233; uma raz&#227;o por que sua exist&#234;ncia &#233; contestada. Por exemplo, o predom&#237;nio de paralisias hist&#233;ricas na Alemanha e na &#193;ustria durante os anos de 1890 podia ter algo a ver com a introdu&#231;&#227;o de esquemas de seguro para acidentes ferrovi&#225;rios naquela &#233;poca. Uma fuga esquizofr&#234;nica pode ser considerada uma rea&#231;&#227;o &#224; aus&#234;ncia de significado e aliena&#231;&#227;o da sociedade industrial moderna e, em particular, &#224; experi&#234;ncia de uma extrema priva&#231;&#227;o psicol&#243;gica conseq&#252;ente &#224; pobreza. Em circunst&#226;ncias socialmente empobrecidas, o esfor&#231;o exigido para se manter vigil&#226;ncia sobre o inconsciente, por assim dizer, significa que qualquer esp&#233;cie de emo&#231;&#227;o &#233; reprimida ou dissociada da personalidade. O elemento de depress&#227;o em tal &#8220;psicose situacional aguda&#8221; tamb&#233;m &#233; algo n&#227;o explorado por Jung. Aqui, precisamos l&#234;-lo como um homem de seu tempo. Diversos psic&#243;logos anal&#237;ticos (por exemplo, Perry, 1962; Redfearn, 1978) aplicaram referencial te&#243;rico desenvolvimentista &#224; esquizofrenia. Os conte&#250;dos da mente esquizofr&#234;nica permanecem arquet&#237;picos em virtude da falha da m&#227;e em ser mediadora deles para seu beb&#234; &#8211; isto &#233;, em reduzi-lo de algum modo a uma escala humana de modo que possam ser integrados. Eis por que o &#8220;embotamento&#8221; aparece como uma forma inconsciente de autocontrole. Trabalhar com pacientes esquizofr&#234;nicos ou gravemente perturbados requer do analista fazer uso consider&#225;vel de sua contratransfer&#234;ncia. </description>
			<link>http://mili30.blog.terra.com.br/esquizofrenia_jung</link>
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			<title>Psicose(Jung)</title>
			<description>Um estado da personalidade em que &#8220;alguma coisa&#8221; desconhecida assume POSSESS&#195;O da PSIQUE em um maior ou menor grau e defende sua exist&#234;ncia n&#227;o intimidada pela l&#243;gica, persuas&#227;o ou VONTADE&#160;. O INCONSCIENTE invade, assumindo o controle do EGO consciente, e, uma vez que o inconsciente n&#227;o tem fun&#231;&#245;es organizadas nem centralizadas, a conseq&#252;&#234;ncia &#233; que existe uma confus&#227;o ps&#237;quica e um caos ps&#237;quico (ver ARQU&#201;TIPO). Se a estranha linguagem metaf&#243;rica do inconsciente puder ser comunicada &#224; CONSCI&#202;NCIA, por&#233;m, ent&#227;o, a psicose pode ter um efeito curativo.&#160;Quando a ENERGIA reprimida assim liberada pode ser canalizada proveitosamente, a personalidade consciente tem acesso a novas fontes de poder para a regenera&#231;&#227;o. Estas id&#233;ias, originalmente apresentadas por Jung em 1917, por&#233;m reconsideradas e reformulas diversas vezes, representam uma abordagem da psicose da perspectiva da PSICOLOGIA PROFUNDA: e, muito embora, nas d&#233;cadas recentes, o comportamento psicol&#243;gico tenha provado ser manej&#225;vel atrav&#233;s da administra&#231;&#227;o de drogas modernas, as condi&#231;&#245;es ps&#237;quicas associadas a tais estados n&#227;o se alteraram. O ataque de psicose pode ser s&#250;bito, muito embora a erup&#231;&#227;o possa ter estado preparando-se durante muito tempo. E, embora uma neurose possa ocultar uma psicose, o material suscitado por uma neurose &#233;, em geral, compreens&#237;vel em termos humanos ao passo que o da psicose n&#227;o &#233;. Aqui, uma fantasia incontrol&#225;vel deixa-se soltar. No que concerne &#224; etiologia, Jung encontrava dificuldade para dizer que via na predisposi&#231;&#227;o psicol&#243;gica inata de uma pessoa alguns dos determinantes de sintomas posteriores, por&#233;m, n&#227;o a causa &#250;nica da psicose ( ESQUIZOFRENIA; PATOLOGIA). Se uma condi&#231;&#227;o psic&#243;tica &#233; acess&#237;vel &#224; psicoterapia, pode-se fazer uma tentativa de fortalecer o ego o bastante para que os conte&#250;dos ps&#237;quicos possam ser integrados. Entretanto, se n&#227;o fosse feita nenhuma elabora&#231;&#227;o, a opini&#227;o de Jung era de que, com toda probabilidade, o processo simb&#243;lico permaneceria ca&#243;tico e fora de controle. Embora muitas vezes seja poss&#237;vel que um observador de fora, analista ou psiquiatra, compreenda formas psic&#243;ticas de express&#227;o, o mecanismo compensat&#243;rio normal da psique fica perturbado de tal modo que se verifica uma en&#233;rgica intrus&#227;o de imagens inconscientes. Paradoxalmente, o mesmo processo inst&#225;vel da intrus&#227;o pelo simbolismo inconsciente ocorre em ocasi&#245;es de intensa inspira&#231;&#227;o criativa e convers&#227;o religiosa; mas, em ambos os casos, n&#227;o existe um continente n&#227;o-pessoal com for&#231;a suficiente (obra-de-arte ou RITUAL) para que estabilidade e um senso de prop&#243;sito possam ser mantidos at&#233; que um equil&#237;brio individual se restabele&#231;a e um SIGNIFICADO se torne aparente. </description>
			<link>http://mili30.blog.terra.com.br/psicose_jung</link>
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